quinta-feira, 18 de junho de 2009

De coleira, com ou sem diploma...!

O mundo não acabará com a decisão do STF em extingüir a exigibilidade de diploma para o exercício da profissão de jornalista...O jornalismo não acabará, e muito menos a Democracia ou a liberdade de expressão...

Primeiro é bom que se diga que o STF não acabou com a necessidade de registro para exercício profissional, ou seja, a atividade jornalista continua sendo exigência para fins de regulamentaçaõ do setor, com suas entidades de classe, sua convenções, códigos de ética e legislação pertinente...

Aqui vai nossa rasa e semi-analfabeta opinião...

Não é o diploma que garante a qualidade do jornalismo e, em sentido amplo, nem tampouco da comunicação...Essa premissa é falsa...

A discussão é:

O jornalismo é um ramo da atividade humana que exige treinamento e graduação específica para que possa ser exercida..?

Que requisitos são necessários para ser jornalista...?

Quais são os valores fundamentais do jornalismo...?

E enfim, a apreensão desses requisitos e valores só é possível através dos cursos superiores de jornalismo...?

Em nossa cidade, os principais veículos e seus principais jornalistas, demonstram que a exigência do diploma não ajudou em nada a nossa Democracia e a formação de uma opinião crítica em relação ao mar de lama, no qual vivemos...

Os barões da mídia, os napoleões da lapa, e toda a sorte de interesses econômicos sempre acharam nos meios "acadêmicos", seus sabujos de coleira, dispostos a se prestarem ao papel de jagunços de redação...!

Se é possível que existam bons jornalistas sem diploma, que podem contribuir com seu trabalho para a melhoria do acesso e da qualidade da informação disponível, quem sabe essa "ameaça" não faça os diplomados honrarem sua profissão...?

Mas não há dúvida...O mundo não ficará pior, nem melhor...Só está um pouco diferente...!

5 comentários:

Anônimo disse...

Xacal,
com todo respeito que tenho pelo bons letrados, pelos inteligentes natos, pelas heranças nos Jornais, nada me faz entender a decisão do STF. Achei um desrespeito para com os profissionais da Imprensa, com os valores que cresceram nas experiências das redações.Que sejamos fortalecidos nesse momento de fracasso, sabendo que poderemos ressurgir a qualquer momento , como guardiões de um novo tempo.

Anônimo disse...

O reclamante na ação que culminou no Recurso Extraordinário 511961 ora no STF é o Sindicato das Empresas de Rádio e de Televisão no Estado de São Paulo (Sertesp), que congrega poderosos grupos de mídia do país ligados também a grandes jornais, revistas e conteúdo de internet.

E quais os objetivos por trás dessa ação? Basicamente, dois:

obtenção de lucros cada vez maiores no setor da informação e controle sobre a categoria. Isso porque, a tentativa de desregulamentar a profissão visa quebrar não só o poder de influência dos jornalistas, como também o poder destes de contestar, inclusive, os seus próprios patrões. E no bojo desse processo, a desregulamentação poria fim à própria organização dos jornalistas enquanto trabalhadores; ou seja, eliminar-se-iam os sempre “incômodos” sindicatos da categoria. E nada melhor para o grande capitalista que poder explorar a massa trabalhadora da forma como bem lhe convier, sem ninguém para incomodar, nem regras para “atrapalhar”.

Anônimo disse...

Xacal, desculpe, mas agora não é o caso de considerar você. Nem mesmo uma linha, pois a educaçãoxescola existe para que se obtenha conhecimento, em todos os níveis.Portanto.....

Anônimo disse...

O diploma com certeza não assegura bons textos!!!

Anônimo disse...

A quase totalidade dos jornalistas de Campos é semi-analfabeta, nunca leu um livro ou tem o hábito de ir ao cinema assistir um bom filme. A formação de cultura geral é precaríssima, eles não tem capacidade de análise crítica sobre política, cultura e sociedade... com raras e honrosas exceções. O resultado são jornais e programas de de pessima qualidade. São boçais que se valem de um canudo pra continuarem enganando trouxas.