terça-feira, 2 de junho de 2009

De pernas para o ar...


Boa parte dos blogs da planície, repercutiu as notícias econômicas, que dão conta da concordata da GM, com aporte financeiro do governo dos EEUU, que a partir de agora é o controlador da gigante da indústria automobilística mundial...

Para além da surpresa pela estatização de conglomerados privados, em um mundo que até bem pouco tempo, louvava no altar do deus-mercado, as virtudes da inciativa privada, onde os sacerdotes do financismo ultraradical, ditavam as regras para governos, empresas e analistas, proclamando como suprema blasfêmia a presença do Estado da Economia, está a desintegração dos oligopólios transnacionais que dominavam os destinos, e delimitavam a soberania dos países onde se instalavam...

Com a crise internacional aguda, por mais paradoxal que pareça, a estadunidização da globalização, onde 80% das maiores empresas tinham suas matrizes nos EEUU, dá lugar a uma verdadeira globalização...

Assim, as economias nacionais dos países menos atingidos pelos efeitos da bancarrota, como a China, grande financiadora do déficit estadunidenses, nos últimos anos, avançam sobre o espólio do Império...

O jornal El País anuncia que os chineses da Sichuan Tenghong Heavy Industrial Machinery, produtora de máquinas pesadas para construção de estradas, assumirá o controle da planta da Hummer, famoso veículo produzido pela GM, que ganhou notoriedade, e as ruas dos EEUU, como a versão civil do veículo utilizado pelas tropas do Tio Sam, nos conflitos recentes do Oriente Médio...

Esse "esquartejamento" deve continuar e se estender a outras indústrias desse e de outros setores...A GM, por exemplo, para fazer jus a "bolsa-empresário-falido", deverá se desafer de outros "abacaxis", como a Opel, Saab e Pontiac, que operam no vermelho há anos...

Os valores da transação com o grupo chinês ainda não foram revelados...

Seria uma boa oportunidade para grupos brasileiros recomporem um processo de desenvolvimento da indústria automobilística nacional, que foi abortado no fim da década de 50 e início da década de 60(século XX), quando as marcas de capital nacional foram varridas pelas gigantes de Detroit...

Foto: El País...

2 comentários:

Luana Ferraz disse...

Muito bom.

bjos

Raskolnikov disse...

Pois é Xacal, essa ampliação do poder da China em direção aos EUA não se restringe ao setor produtivo. Os americanos não sabem o que fazer que a realidade segundo a qual os chineses dominam o mercado de títulos do tesouro yanque. São credores que um dia vão cobrar a conta!