terça-feira, 16 de junho de 2009

Lá se vão os mitos...

Em meio a crises como a que assola o mundo desde a derrocada do mercado financeiro, sugado pelo buraco negro subprime, desfazem-se mitos e crenças, antes consideradas verdades inquebrantáveis...

Durante muitos anos, boa parte da elite empresarial nacional espinafrou, e com toda razão, a política monetária do governo Lula...E não sem razão...

De certa forma, a política de juros altos engessou a possibilidade de crescimento maior, durante o período de bonança e liquidez, ao qual esteve submetido o mundo, nesse início de década...

Mas, paradoxalmente, foram os principais críticos desse modelo, que mais o praticavam dentro de suas empresas...

Depois do banco Votorantim, que quase arrastou o grupo homônimo, socorrido, às pressas, pelo Banco do Brasil, foi a Sadia que afundou por ter apostado no mercado de derivativos, ou seja, apostou no cassino Wall Street, e perdeu...

Dirão os especialistas que as medidas de diversificação da carteira de investimentos dessas empresas era uma forma de sobreviver em meio a um ambiente árido e agressivo...

Não é bem assim...Se houvesse aplicações pulverizadas, o resultado teria sido outro...

Essas empresas ruíram porque apostaram quase todas as suas fichas em lucros fabulosos, mas com riscos de mesma medida...

No mercado, vale também a máxima: sapo tem olho grande, mas só vive na lama...!

Fica a lição que entre a ação e o discurso, em algumas situações, há um abismo enorme...

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