quinta-feira, 25 de junho de 2009

O dilema de Joel...

Na cabeça do coach do scratch sulafricano, não existia dúvida...Muito embora, o jornalismo diplomado esportivo goste de criar assunto...Talvez para fazer "cera" até o fim do bloco, ou por falta de pauta...

Nenhum treinador, em sã consciência adotaria um esquema ofensivo, em uma competição-teste, onde o team da casa, joga sua sorte no torneio...

Ainda mais quando se trata de Joel Santana, conhecido por seus esquemas "cadenciados", ou "cerca-lourenço", onde seus players atraem o adversário, com marcação cerrada em seu campo de defesa, com saídas rápidas em contra-ataque...É o popular: fingindo de morto para comer o cú do coveiro...na linguagem de vestiário...

É verdade que essa "cadência" sacrificou o que há de melhor no jogo dos corneteiros de Johannesburg, ou, os bafana-bafana, no galvãobuenês global, ávido por apelidos e bordões para vender para a audiência da próxima World Cup...Os discípulos de Mandela passaram o primeiro half-time rondando a meta do Júlio Cesar...A linha de backs ressentiu-se de entrosamento, com a falta de Juan...

Nosso scratch penou nessa primeira etapa, e ficou evidente o toque joelsantanês, com a marcação que anulou o nosso centro-médio, Kaká...

A boa surpresa é Ramires, com boas incursões na zona do agrião sulafricana, mas com pouco pontaria, e um pouco de afobamento...Um sinal que nem só de cabeças-de-bagres são feitos os "volantes"...

Um match, pelo menos até agora, burocrático, aquém do que esperavámos...Brasil e África do Sul têm um histórico de muitos e belos goals, como reverência ao futebol-arte praticado por ambas as escolas futebolísticas...

Aguardemos o second half-time...

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