segunda-feira, 15 de junho de 2009

Os parasitas da saúde...

Os planos de saúde, empresas de medicina de grupo e seguradoras vivem da falência do sistema público de sáude...

Isso não é novodade para ninguém...

Para além da distorção de origem, que repousa no fato de conciliar o irreconciliável, a saber: o lucro empresarial com a prestação de atendimento em Saúde Pública, está a visão patrimonialista que permeia o espírito da iniciativa privada desse país tuoinambá, que acredito, não seja diferente de outros países, mas que por aqui, assume suas peculiaridades...

Uma boa fonte de receita para o caótico e, sempre deficitário, sistema público de saúde brasileiro, nosso SUS, seria que os secretários de saúde municipais passassem a fazer valer uma lei, que já está em vigor faz tempo...

É simples o princípio que ela acolhe, senão vejamos:

Um cidadão, como eu e você, que disponha de plano privado de saúde, e que esteja em dia com suas mensalidades, sofre um acidente, e, diante da gravidade das lesões, é atendido no Hospital Ferreira Machado...

O sistema que mantém o HFM, o SUS, é de caráter universal, ou seja, tem que atender a todos, independentemente da condição do paciente contar ou não com seguro, ou outra cobertura de medicina de grupo...

Em suma, o atendimento tem que ser feito...

Restam os custos...Ora, ora os custos...

A lei que está em vigor, solemente ignorada por gestores públicos de todo o país, sabe-se lá por quê, obriga aos planos de saúde, seguradores e outras empresas de medicina de grupo, a restituírem ao erário os valores alocados para atendimentos, em rede pública, dos pacientes que estejam filiados a essas empresas...

Dizem as más línguas que os médicos, uma das catergorias mais corporativistas da sociedade, mantêm um forte lobby sobre seus colegas de profissão, que por ora estejam a responder pelas secretarias municipais e estaduais de saúde...

Há casos nos quais, onde médicos que mantenham vínculo(cooperado, ou empregatício)com as empresas, e ainda assim, militem em governos ou entes estatais...

Um flagrante caso de conflito de interesses, onde quem paga a conta somos nós...e em alguns casos, por duas vezes...

Fica a sugestão para que o secretário municipal de saúde do governo dos mil patetas, o dr paulo hiroshima, comece a cobrar o que nos é devido...

A lei já existe, o problema é ter coragem...!

3 comentários:

Anônimo disse...

Xacal sua pretensão é desmedida. Como pode querer que a desorganização reinante dê conta de identificar o paciente como proveniente de planos da saúde suplementar? Alias, esse é um problema do país como um todo. Nossa particularidade está em nossos gestores servir a dois senhores: o público e o privado.Um deles há de prevalecer. Adivinha qual? Como diria minha avó, te dou um doce!

Xacal disse...

Não enxergo desta forma...

tenho certeza que a unificação de todos os sistemas de identificação em um único cadastro(como o número do seguro social nos EEUU, ou a carteira de motorista)cumprem esse papel...

e não tenha dúvida, sairia muito mais barato que tomar esse cano das empresas privadas...

ahhh, e com certeza mais barato que o cartão coleira da passagem a um real...

Anônimo disse...

Ótimo texto! Assim como a saúde, todos os outros setores e serviços governamentais sofrem com a forma gulosa com que trabalha o sistema capitalista. Esse é o espírito do sistema, tudo tem que virar mercadoria. Não há dúvidas de que seja proposital o deficiente serviço público de saúde, assim como o educacional, o de trasporte, o de saneamento básico... Isso, juntamente com um trabalho "dedicado" da grande mídia, empurra o cidadão, que tem pressa e urgência na prestação do serviço para a iniciativa privada. E assim são feitas as privatizações e expandido o mercado de planos de saúde, escolas privadas, segurança particular, etc.
Está tudo errado, mudar todo o pensamento sobre o estado, ou como dizem os mais antigos, deve-se mudar o "espírito da coisa", no entendimento mais literal deste conceito.