sábado, 11 de julho de 2009

Arraiá da felicidade...

Todos sabem que não sou jornalista, e diante da acidez das críticas que faço, meus treze leitores(as)podem supor que há algum recalque ou ataque deliberado aos jornalistas...Nada mais falso...Nossas baterias são bem calibradas e apontadas para os alvos que julgamos apropriados: o jornalismo de coleira, subserviente e hipócrita, caiado com o mito do imparcialidade...

Na verdade, quanto mais elevamos o tom das críticas, reafirmamos, por mais paradoxal que seja, nossa crença nos jornalistas de verdade(não confundir com "da verdade")...

São esses cheios de erros e acertos(e por isso humanos, ao contrário dos superjornalistas de coleira, que se julgam acima do bem e do mal), mas com uma incorrigível vocação para a consolidação das causas humanistas(como bem assinalou o nosso mestre Ricardo André)...

Foi nesse ambiente, com alguns jornalistas de verdade, que tive o prazer de curtir uma das melhores festas julinas que me lembro...A festa do monitô-aí...

Lá estavam, para além da decoração esmerada da jornalista Patrícia Bueno, dos quitutes, a banda de Forró, da algazarra dos petizes, os trajes típicos, os suspensórios em homenagem a Antônio Roberto, e de todos os ingredientes de uma festa, um sentimento de camaradagem, boa conversa, tolerância e, enfim, um ambiente democrático...

Nossos treze leitores(as) sabem da nossa posição em relação ao monitô-aí...Sabemos que é de longe o último reduto onde se pode encontrar vida inteligente e jornalismo...
É claro, sua suposta independência sempre se baseou na mesada da municipalidade, quanto a isso não há dúvidas, e nós sempre denunciamos esse vínculo...

Mas não posso cometer a injustiça de não elogiar o bom ambiente que impera entre os jornalistas do monitô-aí...Para além de suas escolhas editoriais, que volta e meia discordamos, testemunhei um fato raro: pessoas que trabalham juntas e se gostam...

Renovo minhas esperanças no mundo, cada vez que vivencio experiências como essa...

3 comentários:

Anônimo disse...

É isso aí, Xacal, você é inteligente por isso reflete assim:
"Renovo minha esperança no mundo, cada vez que vivencio experiências como essa"...
Ouvi uma vez uma jornalista que prezo muito a dizer: "jornalista, filósofo do mundo." Nenhuma outra profissão lhe presenteia com uma visão tão macro, tão micro do fato quando ele vem pra gente ser o porta voz do grito do conhecimento geral. Temos a sensação de esmiuçar o "pra dentro" de quem foi o responsável pelo fato. Depois escrevo mais; estou grudada no show dos 50 anos de carreira de Roberto Carlos.

Anônimo disse...

Pode até ser. Mas que é um jornalzinho de merda...ahhh, isso é sim!

Marcio Pereira.

Patrícia Bueno disse...

Valeu, Xacal! Foi bom tê-lo conosco, em nossa "bagunça" anual... Espero que, no ano que vem, você não esqueça seu chapéu de palha. Ah! Só uma correçãozinha: o nome é Antonio Roberto. O Antonio Fernando - embora também poeta - ainda não aderiu à moda dos suspensórios.
Abraços.