domingo, 12 de julho de 2009

Californian dream...or californian nightmare...?

Em péssimo português: sonho ou pesadelo californiano...No imaginário popular mundial, em parte moldado por uma indústrial estadunidense e californiana de Hollywood, a Califórnia sempre foi a "terra prometida"...

Desde o século XIX, com a corrida do ouro, os ciclos de prosperidade californiana sempre nos transmitiram a idéia de que na Califórnia, se criam milionários a cada hora(conforme definiu o jornal El País)...

Ali, na Califórnia, se encerra o sonho estadunidense, e por que não dizer, o sonho mundial de riqueza, relativa liberdade individual e conservadorismo político(lato sensu)...

Se mal compararmos, algo parecido com o Rio de Janeiro, culturalmente falando, com ressonância nacional dos seus bens culturais, mesclado com paradoxais conceitos reacionários de práxis política...

Só no Rio de Janeiro convivem na capital, a Lapa, o mosaico cultural-étnico da Zona Norte com representações de seu ethos político como o tecnicismo planificante liberal de césar, o maluco maia, o neoudenismo radical-verde-chic de gabeira, e pelo interior o populismo-caudilhesco garotinista, mesclado com .o gangsterismo-político-da-baixada, personificado em zitos e agora renovados em lindbergs..

Só na Califórnia convivem a liberalidade de costumes, como o nascimento do movimento-orgulho gay em San Francisco, o extremo conflito racial, explícito no caso Rodney King, onde polícia e cidadãos se enfrentaram por dias a fio, com contornos de guerra civil...Por lá esses ingredientes se misturam a uma "cena" política que produz atores-políticos ou políticos-atores(não é possível distingüir onde acaba um ou começa outro)como Ronald Reagan e Arnold Schwarzenegger, alías um austríaco-estadunidense...

A Califórnia é a unidade da federação estadunidense mais rica, e o oitavo PIB do mundo, que hoje é movida a silício, que alimenta a indústria da informática...

Mas justamente esse é o paradoxo, que ataca de frente a idéia e o senso comum vaticinado pela mídia e os adoradores do deus-mercado, que punjança econômica é sinal de saúde e bem estar coletivo e das finanças do Estado...
Não, não é...A exacerbação de um modelo de isenção fiscal e estímulo desenfreado da inciativa privada, não traz, a médio e longo prazo, os benefícios que apregoam os defensores da política de fundos de incentivo e renúncia fiscal...
O bem estar coletivo não se realiza com o enfraquecimento dos cofres públicos, e o crescimento da iniciativa privada nem sempre significa o fortalecimento desses cofres...Tudo depende do modelo adotado...

Onde mais o capitalismo desenlvolveu seus princípios, a não ser na Califórnia...? E onde mais essas contradições se apresentam, senão por lá...?

Hoje, a Califórnia, o Estado da Califórnia está quebrado, literalmente quebrado, financeiramente quebrado, e por que não dizer: moralmente quebrado...!

Sim, por que além de um déficit fiscal que cresce U$40 milhões por dia, há os desdobramentos dessa bancarrota no comportamento californiano e em seus valores...

Fatos como a necessidade de cobrar dos contribuintes as despesas do mega-hiper-super-power funeral do Jacko, até a mensagem legislativa de urgência do governdor-exterminador para a casa legislativa, lá chamada de senado estadual, para a aprovação e tributação do uso da maconha para fins recreativos, ou seja: sem dinheiro, libera geral...! Às favas com os costumes...! O pior costume é ficar sem dinheiro...!

Assim, as premissas e bastiões de moralidade e valores considerados intocáveis, vão cedendo a realidade...Aquilo que era um dogma inquebrantável, uma proibição absoluta, torna-se alternativa maleável...

É preciso muito cuidado ao praticar a defesa apaixonada desse ou daqueles postulados...

Portanto, no estado do Rio de Janeiro, e principalmente, em nossa região norte, onde se concentram 85% da maior riqueza nacional(o petróleo), e com a chegada de enormes investimentos em logística(porto) e indústria de base(siderurugia), a população e suas entidades organizadas devem estar muito atentas para os cantos de sereia...Sejam eles proferidos em economês dos bur(r)ocratas de fundecans ou mandarim de sh(eike)...

Grande circulação de bens, serviços, se não tiverem a regulação intervencionista aguda dos mandatários estatais, concentram renda e deixam o ônus para o Erário, que depois, para arcar com o ônus do crescimento econômico, simplesmente quebram, deixando os que não detêm as ferramentas de defesa contra esse processo de exlcusão sem a proteção que lhes é devida pelo Estado...

Não é preciso olhar para a Califórnia para entender isso...Macaé, ali, bem pertinho, já nos revela o poder de destruição do capitalismo sempre selvagem...


Atualização às 10:09: Eu ainda não tinha lido o texto do ghost writter da prefeita-marionete, eu juro...Mas vejam se não se encaixa exatamente na mentalidade tacanha que descreveamos acima, de que dinheiro público associado ao capital pode trazer prosperidade...Pensando bem, não é só uma mentalidade tacanha e ignorante...é opção em beneficiar aos mais ricos mesmo...Ou seja: a boa má-fé travestida de ingenuidade...

Leia aí trechos do texto do ghost writter da prefeita -marionete, publicado hoje, no oRdiNário...

"(...)
Os benefícios da Lei Rosinha, que aprovei como governadora, possibilitando a redução do ICMS para 2%, aproximam esses três atores do novo cenário de investimentos no interior do Estado.
(...)

Estou consciente do papel de Campos como um dos principais atores desta expressiva fase para o petróleo brasileiro, a partir das descobertas das reservas de pré-sal. O complexo de Farol-Barra do Furado vai ser o berço para o nascimento das inovadoras gigantes do setor, oferecendo o melhor em termos de logística e infra-estrutura para a gestão de novos negócios, com uma bacia de evolução para navios de até 150 metros de comprimento para acelerar a formação de um novo e moderno parque industrial e logístico."

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