terça-feira, 7 de julho de 2009

A crise da segurança pública...segurança, que segurança...?

A mudança no comando-geral da PMERJ é mais um, dentre vários episódios, que a mídia de coleira, e o desgoverno de cabral, tentam vender como fato isolado, mas que estão conectados, como resultado de um embate dentro do aparato policial estadual, e que se reflete na esfera pública da ação desses órgãos...

Começou com a demissão do então chefe de polícia, o delegado Gilberto Ribeiro, substituído por Alan Turnovski...Antes, houve a colocação de um coronel na presidência do ISP, uma autarquia estadual, que aos trancos e barrancos, e muito mais pela abnegação dos servidores, e ou pesquisadores ali lotados, conferiam, pela primeira vez na história, credibilidade para o Estado onde nunca houve: a tabulação de dados estatísticos e mapas criminais, para planejamento e execução de estudos e ações para o combate da violência urbana, lato sensu...

Há, como sempre houve, no seio das corporações policiais, uma guerra surda pelo poder, e pelo protagonismo, que é, de certa forma, saudável, se arbitrada e delimitada pela autoridade maior, o governador, sempre em busca do melhor atendimento ao público, ou seja: uma pequena competição é desejável, até...

O problema, é que o governo cabral, para manter seus laços de solidariedade política com os setores que lhe dá sustentação: a classe média zona sul, e a mídia, que mantém na coleira, cede a tentação de praticar uma política de segurança pública calcada(e recalcada)no combate armado e no confronto como fins em si mesmos...

Nessa toada, o (des)governador tenta, a todo custo, e para imprimir uma marca eleitoral que lhe facilite o "marquetíngue de campanha", tenta reiventar a roda, com malabarismos semânticos: extingüiu as AISP, áreas integradas de segurança pública, e colocou RISP, regiões integradas de segurança pública...
Para justificar a troca do "rótulo", subverteru a lógica da tabulação de dados, que antes era mais ágil, na medida que todas as delegacias se reportavam diretamante a assessoria de planejamento...cabral criou mais uma instância, tanto para acomodar delegados em fim de carreira e aliados preteridos para atribuições maiores, quanto para burocratizar o acesso as informações, tudo com a justificativa de que deseja fazer, justamente, o contrário: agilizar e dinamizar o trato dos dados estatísticos e de planejamento...

Na outra ponta, o (des)governador tenta, na força, e sem nenhuma adesão ou discussão com as categorias policiais, implementar um inconstitucional unificação das polícias, através dessas novas instâncias...No interior do Estado teremos as DPAs, ou delegacias de policiamento de área, em ação concorrente e paralela às CRPI, as coordenadorias regionais de polícia do interior...Ficarão divididas as atribuições, onde essas DPAs, funcionarão junto com os BPA, batalhões de policiamento de áreas, que congregam batalhões de determinadas regiões, como Campos dos G., Macaé, etc, unificados sob uma mesma BPA...

Teremos dois delegados regionais, onde um ficará com o controle dos índices, metas e planejamento, e outro com a parte operacional...Ou seja, cabeçada na certa...

A tão desejada uniformização dos procedimentos policiais, ou a vulgarmente chamada unificação, não se dá por decreto...É antes de mais nada, uma cultura de cooperação que deve ser construída com o cotidiano...Com respeito as etapas, idas e vindas que um processo dessa complexidade requer...

Quando dá ultimato em seus comandados, cabral vai perdendo aliados, e tem que apelar para a verticalização da hierarquia...Perde colaboradores, e os troca por subordinados, sem direito a questionamentos, e portanto, autonomia e conhecimento...odebiência cega é bom para a guerra...e segurança pública não é guerra...!

As defecções na cúpula das polícias é fruto desse descontrole, de quem tenta desesperadamente, implementar uma cara a um governo anódino...

Na capital, houve uma primeira tentativa de delagar aos policiais militares a atribuição para fazer os registros de ocorrência dos crimes de menor potencial ofensivo, conhecidos como Lei 9099...
Não deu certo, e emperrou...Delegados não querem se responsabilizar por procedimentos e autos feitos longe das delegacias e a sua revelia, advogados trancam procedimentos por inconstitucionalidade...

Como vemos, a patetice não é uma exclusividade dos mil patetas...

Triste é ver experimentações aventureiras em uma área tão sensível...
Como trocar o pneu com o carro andando...

4 comentários:

Anônimo disse...

e aí já leu o q demerdal escrevey sobre vc na folha hj?

Xacal disse...

caro comentarista,

sinceramente...a opinião de demerval sobre o que quer que seja me é indiferente...

aproveitando a deixa: quem é demerval, ou melhor, o que é demerval...?

Anônimo disse...

tudo vem entaum. só pensqi q gostaria de saber a ´que nível chegou a folha e esse ariculista dela.

Xacal disse...

caro comentarista,

como não li o texto, fico em situação difícil para comentar...

mas, você que parece ter lido, bem pode emitir a sua opinião sobre a folha de embrulhar peixe podre, e seus jagunços-colonistas...

fique à vontade...

minha opinião sobre o referido hebdomadário você e os treze leitores(as) estão cansado de saber...

a definição que lhe dei, a termo de alcunha se explica por si: só serve para embrulhar e "vender" peixe podre...

é um dos cânceres que têm que ser extirpado do nosso convívio...

creio que já vela demais para um defunto tão ruim, não achas...?