segunda-feira, 6 de julho de 2009

Da série: ou rima ou sai de cima...!

Usina...

Da cana,
o bagaço...
Do homem,
o cansaço...
No pescoço,
o laço...
Do sangue,
o melaço...
Da vida,
um pedaço...
Do sonho,
escasso...
Para o lucro,
um ricaço...!


xacal, aos 23/07/2101

8 comentários:

Anônimo disse...

É por conta de riminhas e cabecinhas como essas que este País anda de quatro.

Anônimo disse...

Xacal,

já somei, subtraí,
dividi por inúmeros...
racionais ou não

e não entendi porra nenhuma...

então, diz,
que merda de data é essa??

diz??!!!


Beijo
Beijos

Xacal disse...

não, não, meu caro...cabecinhas e riminhas como essa não tem o poder de sangrar esse país, durante 500 anos, alimentando com o sangue e violência o motor da exploração que empapuçou uns de dinheiro e outros de desilusão, pobreza e sofrimento...

são cabecinhas como as mudernas daqui, discípulas das cabecinhas mudernas de lá, que colocaram esse país rastejando...

ele agora tenta ficar de quatro para se levantar, nessa escala "evolutiva" do "feliz mundo capitalista" de vocês...

e por isso a reação como essa...!
um acinte que esses pré-letrados ousem desafiar uma ordem tão bacana: a ordem do tutu, que não leva desaforo para casa(desce a porrada), e nem tem cheiro(pode ser lavado que sempre estará novo)...

são cabecinhas como a sua que flanam pelos coquetéis, a festejar pessoas, chebabes e eikes, e depois a chorar com os madoffs da vida...

bando de imbecis, ou será que todos somos imbecis, por não termos cortado cabecinhas como a sua...?

um abraço...

ps: andar de quatro até pode, mas deixa esse negócio de comer capim só para os asininos, muares,eqüinos e bovinos...bom apetite...!

Xacal disse...

meu caro comentarista curioso...

essas datas,aleatórias, são fruto de uma constatação...

em 2101 estarei morto...e como a noção de tempo(passado, presente, futuro)é só uma invenção de linearidade para que adaptemos nossa compreensão dele, é certo dizer que já estamos mortos...

portanto, diante da imensidão dos anos os quais não tínhamos nascido, e a fatalidade de que em breve não existiremos, associado a uma análise a o que esse pequeno intervalo(nossa vida)representa no mundo, é matematicamente corrteto dizer que somos quase nada...

um abraço....

Anônimo disse...

De fato, acredito que tenha me expressado mal, pois ao afirmar que estamos andando de quatro não pretendi inclinar à burrice, mas sim a situação do País que experimenta desde o seu nascimento de aversão pelos que produzem e se dão bem; a crítica por criticar, que no meu ver nos faz engatinhar, ao invés de correr velozmente.

Não chamaria você de pouco inteligente, porque não é o caso, muito ao contrário; apenas o convidei para um “debatezinho”, mas realmente não fui muito claro em minhas palavras.

Xacal disse...

Bom, se é assim, está aberto o debate(zinho):

Vamos primeiro definir a "crítica por criticar"...

Seria algo como o complexo de vira-latas rodrigueano...?

Pois bem, essa ferramenta poderosa que dispomos, a crítica, não tem uma ética em si mesma, ou seja: não há uma crítica "boa" ou "má"...tudo depende das escolhas que fazemos para dirigirmos seu conteúdo: quem será criticado, como, por que, onde...ou seja o contexto no qual são feitas...

Essas escolhas são sempre políticas...

Não há aqui, na TrOLha, uma crítica aos "que produzem e se deram bem"...

Há uma crítica a hipocrisia, e a ingenuidade(de alguns)que imaginam ser a atividade "produtiva", um ente mágico, que desprenda seus beneficiários de todas as iniqüidades e ilegalidades que cometem durante o processso de acumulação de capital...

São esses que enaltecem o setor privado, em detrimento da palermice improdutiva do Estado, mas que vivem agarrados as suas tetas, para que então suas "atividades produtivas" floresçam...

A crise econômica mundial já jogou por terra essa visão de mundo...

A crítica aqui é para denunciar e aproximar o setor produtivo de suas responsabilidades, delimitando seus interesses privados pelo bem comum, que é coletivo...

Usinas não podem massacrar trabalhadores, e ainda por cima, pedir ajuda ao Governo para isso...

As atividades produtivas não podem destruir o ambiente que vivemos, pelo menos não totalmente...

Os meios para contestar a carga tributária são: eleger deputados sensíveis a causa, e a Justiça, NUNCA a sonegação...

O dinheiro dos impostos não pode ser, prioritariamente, investido em atividade econômica de escala...Há muita coisa antes que necessita desse dinheiro:saúde, educação, segurança, etc...
Investimento é feito com dinheiro que sobra....qualquer chefe de família(homem ou mulher)sabe disso...

Dito isso, aguardo seus argumentos para nosso debate(zinho)...

fique à vontade...

Anônimo disse...

Antes de mais nada, é preciso seja esclarecido que desde 1990, nenhum Usineiro, pelo menos da nossa Região, recebe um centavo de quem quer que seja, salvo a Usina São José, que recebeu apoio financeiro da Prefeitura.

Com relação aos demais, vêm ano a ano tendo suas despesas crescentes, enquanto o Governo Federal, - com a desculpa irresponsável de deixar rolar o mercado - não estabelece um preço mínimo para o açúcar ou para o alcool.

Por mais absurdo que seja, há épocas da safra em que o custo da produção chega próximo aos R$ 30,00/saco de açúcar, e o preço deste produto no mercado, nesta mesma época, foi de R$ 27,00.

Trata-se de irresponsbilidade do Governo Federal, aliás, mais uma delas.

Bem ou mal, uma Usina dá mais de 3.000 empregos diretos e indiretos, além de fazer sangrar dinheiro no mercado regional.

Nada pode ser comparado as Usinas, quando se fala em emprego e circulação de dinheiro.

Xacal disse...

Antes de mais nada, é preciso dizer:

quem não tem competência não se estabelece(não é assim que os liberais-privatistas falam...? ou não...?)

bom, quanto aos subsídios do governo federal, vamos aos fatos: com a extinção do pró-álcool, que por anos e anos enterrou milhões de dólares em recursos públicos...Em 1990, o mercado de combustíveis refluiu, pois as fábricas se desinteressaram pelo produto(uma decisão de mercado)...

eu pergunto, como sobrevivem a agroindústria de açúcar e ácool no interior de SP, e outros Estados...?

bom, se isso tudo não bastasse, essas empresas campistas são campeãs de sonegação, apropriação indébita de contribuição previdenciária, e alguns casos: condições de trabalho similar a escravidão...

recentemente, o governo federal tentou vincular o subsídio a uma política de humanização das condições de trabalho dos canavieiros, e olhem a surpresa:

se negaram a fornecer alimentações quentes, e se limitaram a dizer que só forneceriam as marmitas para os bóias-frias...

repito: certos setores são estratégicos...mas têm que portar como tais, e não como escravocratas do século XIX...'