domingo, 23 de agosto de 2009

A morte da cultura em Campos dos G....

Fui ao supermercado nesse domingo...Foi o passeio do fim-de-semana, rotina natural de uma família classe mé(r)dia-baixa, ou como preferem os mais ácidos: classe pobre alta...

É certo que o surto de pânico e de h1n1 restringiram as possibilidades de eventos ou reuniões públicas...

Mas aqui, mais uma vez, nosssas autoridades parecem reafirmar uma "qualidade" que já conhecemos: a patetice apalermada...

Se de um lado cancelam desfiles, de outro permitem funcionamento de shoppings e cinemas...Um festival de incongruências e falta de padrão de conduta...Que só aumenta o pânico, filho primogênito da desinformação...

No entanto, o tema do post é: a apatia total e completa da cena cultural em Campos dos G...Que, a bem da verdade, parece anteceder a pandemia de gripe e de pânico...

Antes que me acusem de defender aqui a farra de shows, ou qualquer outra manifestação cultural que sirva de pretexto para sangrar os cofre públicos, deixo claro que tal argumento não se sustenta para justificar(??)a total ausência de um calendário de eventos que possa aliar: qualidade, fomento aos artistas locais, descentralização dos eventos pelos bairros, e reunião das famílias campistas, sejam elas de que classe social forem, para que se forme público para diversas manifestações artísticas...

O papel de um governo que se diz sob o signo da mudança deveria mostrar que é possível "fazer" cultura, sem a "orgia" anterior...Afinal, não foi para isso que se candidatarm e se elegeram...???

Hoje, o roteiro "cultural" da cidade se restringe a: ir ao Wal-Mart ou navegar na internet...

Depois so último episódio(nefasto)quando o tributo à Raul Seixas foi interditado pela Guarda Municipal em um evento realizado pela mesma municipalidade, nesse caso a Fundação Cultural "Jornalista Oswaldo Lima", não há mais nada a dizer...Se os próprios gestores não sabem o que pode, o que não pode, onde pode e onde não pode, como esperar que sejam capazes de criar e excutar algo que se pareça com uma política pública de cultura, nem que essa política se manifeste através do mais básico calendário...???

Será que eles dirão que a culpa é da herança "maldita"...???

Bom, te vejo por aqui, na internet, ou no fim-de-semana que vem, lá no Wal-Mart...

7 comentários:

Cabrunco do Chuvisco disse...

Tenho que concordar com você irmão, até eles estão perdidos em seu próprio quintal.

até breve

Anônimo disse...

Tempos atrás, nem sei mais em qual governo,fui ao jardim do Liceu e vi um show maravilhoso de Yamandu Costa.Após o show,as pessoas foram para a frente do prédio da Vila Maria onde estava montado um telão, cadeiras, enfim, toda estrutura para passar o filme "Deus é brasileiro". Todos de forma civilizada viram o filme, e na cena final com Djavan cantando Melodia sentimental, começaram a aplaudir. Foi lindo e faz falta.

Anônimo disse...

Boa noite Xacal,

A curtura que impera é a do discurso barato, do isolamento à postura critica, da exclusão tacanha e má de toda uma categoria profissional da cena cultural campista (alguns hoje passam por privação material)conjugada ao desleixo com o equipamento público instalado, como o que fizeram recentemente quando da colocação daquele palco destroçando a Praça central da cidade!?

Talvez, assim, justifiquem refazer toda a praça; abre-se mais uma vultosa e misteriosa TP e pronto!

Os únicos manifestos vieram da atenta jornalista Rose David...no mais, silêncio na planície.

Luciana Portinho

Anônimo disse...

Saudades do projeto JARDIN IN CONCERT.
Neste tenho certeza que a relação custo benefício foi muito desequilibrada! A alegria e tranquilidade das pessoas fechando a semana com aqueles momentos adoráveis valia milhares de vezes o preço pago aos artistas contratados.

Anônimo disse...

É uma pena assistirmos a morte de nossa cultura. Nada temos ao ar livre, nada se cria e nem tão pouco se copia.Estamos a pé de uma boa música nas praças, na vida que tem desfilado mais com ares de pânico do que de qualquer outra coisa. Enfim, visitar o Wal Mart é uma boa, parar no Café Espress é melhor ainda, só não merecemos ser atendidos por duas funcionárias de lá com humor ácido que sempre tem. Ainda bem que trabalham com outra dupla maravilhosa . Aí se processa a recompensa. A "loirinha" estava lá nesse domingo sem o menor tom de delicadeza, por mais que você expresse um caloroso BOM DIA.Cultura é isso também.Pode e deve ser gerada a partir de pequenos gestos que fazem a diferença.

Anônimo disse...

Estão todos enganados. Não foi a Guarda Municipal que interditou o show do tributo à Raul Seixas. Foi ordem do ministério público alegando risco de aumento de contágio da gripe suína.
Mentira. A proibição foi para não incomodar os ouvidinhos sensíveis de um juizinho que mora nas redondezas.

Andrea Correa disse...

Essa tal de Luciana Portinho não é aquela mesma que esteve foragida diante da Operação Telhado de Vidro?

É isso mesmo??? Foragida da Polícia Federal???

E que até hoje não deu nenhuma explicação para os vultosos faturamentos dos shows contratados pelo desgoverno passado, diante da sua gestão na Fundação Cultural?

Agora, essa pilantr#@ vem postando nos principais blogs da cidade como se nada tivesse acontecido, na maior desfaçatez, cobrando ética e compromisso com a coisa pública???

Ah, Xacal!!! Pare o mundo que eu quero descer... Vai ser cara-de-pau assim no quinto dos infernos!!!