sábado, 22 de agosto de 2009

tRolHA EM deSTAqUE...

Uma das 13 leitoras fiéis ... disse...

Xacal, é estarrecedora a situação abafada e amenizada da gripe A em nossa cidade. Onde trabalho, as suspeitas crescem a cada dia, principalmente em crianças. A pediatria do HFM fechou apenas para crianças com a suspeita da Gripe A. A DIP apenas para adultos. HGG se nega a atender crianças com as desculpas de falta de pediatras e de possuir em isolamento crianças com gripe. Nós não temos estrutura para suportar o que está começando em nossa cidade, isto mesmo, começando!!!. A coisa está muito feia.Perguntei a Laura, esposa de Chicão se mandaria suas crianças para escola, e a mesma disse que não. Bem, as minhas filhas não irão, pelo menos por enquanto.O surgimento de casos infantis e de óbitos nesta faixa etária leva a crer que as férias estavam ajudando na barreira de transmissão. Crianças tansmitem o vírus por até 15 dias após desaparecimento dos sintomas.Ontem um professor me disse que as crianças gripadas são colocadas perto da janela??????É de tamanha imprudência e despreparo, onde ordens para camuflar a realidade colocam em risco vidas. Se é que isso tem sido realidade em nossos hospitais públicos há muito tempo.Fico impressionada...E saiba que o TAMIFLU, não faz o mesmo efeito com crianças, além de efeitos colaterais que pesam na relação custo-benefício.É apavorante, quem está na área de saúde sabe, além de conviver com a falta de copos descartávei, sabonete líquido e máscaras N95 para profissionais em contato mais íntimo com suspeitos.Ontem uma criança deu entrada no HFM á tarde, e á noite estava morta, com apenas 02 anos de idade.Pensem nisso.As minhas ficarão trancafiadas, com certeza, nem que seja preciso repetir de ano, mas estarão vivas, ao meu lado.

7 comentários:

Xacal disse...

Como já disse, parece que está claro que as autoridades de saúde não estão preparadas para enfrentar a pandemia...

e sabemos, menos informação e conhecimento, mais pânico...alimenta-se um círculo vicioso e mais mortal que o vírus...

é certo que o isolamento e cancelamento de reuniões públicas pode funcionar, mas se é verdade que indivíduos sejam capazes de transmitir o vírus, como portadores assintomáticos, ninguém estará à salvo, nem em casa...

compreendo sua apreensão, ma, infelizmente, não há, ainda, dados científicos suficientes que apontem protocolos definitivos de prevenção...

o que há são medidas paliativas, e só...!!!

Anônimo disse...

Os filhos do Secretario de saúde e do vice prefeito não estão indo para a escola, se os filhos deles não estão indo pq nossos filhos tem que ir, pq eles não admitem que estão apavorados com a situação de Campos?

PROFª LUCIANA disse...

O que esperar de um governo que trabalha com vista às "paixões populares com base na demagogia"?
O fato é que na minha escola não há apoio humano suficiente, as auxiliares de serviços gerais não usam luvas como deveriam, não há possibilidade de se manter uma higienização constante, não existiu de fato uma orientação direcionada à comunidade escolar quanto à prevenção constante.
Parece que essa gestão brinca de "faz de conta", acontece que estamos falando de vidas.
Terceirizam a recreação, enquanto que o que eles mais fazem é brincar com a cara da gente de uma maneira bem profissional, num show de puro ilusionismo.

Anônimo disse...

É compreensível a preocupação dos pais com suas crianças. De fato a falta de informação é geradora de pânico, talvez por isso as pessoas não estejam em pânico com o vírus sincicial respiratório que com certeza já matou muito mais crianças este ano do que o vírus H1N1.Sem falar na tuberculose, nas parasitoses e outras doenças que assolam o país. Percebo que as pessoas ficam indignadas com a notícia da falta de sabão, água e alcool 70, em gel, nas escolas estaduais, em plena vigência do surto da gripe A. Isso vem acontecendo há anos mas foi preciso uma pandemia para causar a indignação devida. Lavar as mãos com água e sabão previne inúmeras doenças, não só a gripe A. E doenças que matam tanto ou mais que ela.
É claro que devemos ser cautelosos com o H1N1 mas devemos ter cuidado também com a histeria coletiva, tão perniciosa quanto...

Flávia disse...

Concordo com vc no que diz respeito a protocolos, mas outras pandemias semelhantes já foram vivenciadas em outros países, como a gripe aviária, e protocolos estabelecidos, que poderiam ser aproveitados.Até onde vejo, não se trata de pânico, mas de vivência. Assistí a uma palestra com o Dr.Celso,infectologista conhecido, da UFRJ, que além de esclarecedora, ratifica o temor que vejo em algumas pessoas, e sinto também.Cuidados com a higiene pessoal são importantíssimos, mas minha realidade mostra que a preocupação deve ser grande sim, não é pânico infundado não, é o receio diante de informações trazidas por profissionais da área, especialistas, que acompanham a evolução desta viremia, e em sua maioria, discordam de muitos dos dados noticiados. E penso que, por justamente não dispormos de protocolos, devemos elevar a cautela em relação a isso. Os E.U.A já estão em fase de teste para a vacina contra H1N1, isso em apenas 04 meses. Portanto, ainda estamos muito longe de termos informações e/ou resoluções se pensarmos em mídia campista, ou brasileira.Em relação a transmissão, os assintomáticos seriam aqueles que já tiveram a virose pelo H1N1,e após o término da sintomatologia característica e tratamento, apesar de clinicamente não apresentarem mais o quadro, são portadores do vírus, e crianças os são por mais tempo.Lógico que não podemos parar de viver,mas com toda cautela neste momento.

Flávia disse...

Sobre a palestra:"cientista e infectologista, professor da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), o médico Celso Ferreira Ramos Filho, que é autoridade em infectologia na América Latina, e vice-presidente da Associação Médica Brasileira".

Informando... disse...

-Além disso, as crianças mantêm o vírus por mais tempo no corpo e mesmo após curadas dos sintomas podem transmitir a doença, conforme explica o infectologista e presidente da Sociedade de Medicina e Cirurgia do Rio, Celso Ferreira Ramos Filho.
Para ele, é difícil precisar o prazo ideal de prorrogação da volta às aulas pois as informações divulgadas pelo governo com relação à doença são basicamente referentes aos óbitos, o que dificulta uma análise sobre o estágio do ciclo do vírus:

- No Chile, a disseminação está começando a cair. Mas, acredito que no Brasil, o ciclo ainda não tenha alcançado o pico máximo. Certamente, uma semana de adiamento é pouco.

Celso pondera, no entanto, que o cancelamento do retorno às aulas em universidades é um exagero, já que nessas instituições de ensino não circulam crianças. Ele critica também o adiamento das atividades escolares em cidades e estados poucos afetados pela doença.

- O Brasil é um país enorme. O que está acontecendo no Rio não é, necessariamente, o que acontece em Campos. O Japão conseguiu controlar a epidemia no primeiro semestre e fez isso através do fechamento seletivo de escolas. As aulas só foram interrompidas naquelas que ocorreram casos. Lá, quando se tem um período de maior incidência de gripe, a autoridade na escola pode fechá-la - afirmou Celso.

-O chefe da pediatria da Universidade Estadual do Rio de Janeiro (Uerj), Marcos Lago, vai além e defende que a suspensão das aulas dure até o fim de agosto:

- Essa epidemia começou agora, mais ou menos no mês de julho, ela deve ter um pico no mês de agosto, e terminar, até no máximo, no meio de setembro.
As crianças são grandes disseminadoras do vírus, não que elas tenham necessariamente mais risco de adoecer ou de ter agravos importantes, isso é uma outra historia, mas elas realmente disseminam mais o vírus, passam mais tempo passando o vírus para as outras pessoas - disse Lago, em entrevista ao RJTV.

http://oglobo.globo.com/rio/mat/2009/08/05/volta-as-aulas-da-rede-estadual-adiada-para-dia-17-757114741.asp