sexta-feira, 14 de agosto de 2009

TrOLhadas mundiais...

"The dragon on the backyard"
Dragão no quintal...Essa expressão, título em inglês de um artigo da revista The Economist, em sua versão eletrônica, já nos é familiar...Afinal, os investidores de olhos oblíquos aportaram de vez em nossa região...Seguem uma tendência, de acordo com a revista, que altera a configuração da agenda econômica e geopolítica da região latinoamericana junto aos seus parceiros, nesse caso, um único parceiro, os EEUU...Pela primeira vez, o volume de exportações para a China feitas pelo Brasil superou a patamar de vendas para os EEUU...A revista ressalta que, em boa parte, esse resultado é fruto da recessão estadunidense, mas não deixa de apontar uma nova orientação da pauta brasileira de comércio exterior, que vem sendo acompanhada por outros países latinoamericanos, que enxergam na China, Irã e Rússia oportunidades de estabelecerem parâmetros mais vantajosos, e como não poderia deixar de ser, romper o ciclo de influência hegemônica dos EEUU na geopolítica local...
Alguns números: O Banco Chinês de Desenvolvimento, e a Sinopec, empresa chinesa de petróleo emprestaram U$10bi para a Petrobrás que pagará com 200 mil barris/dia das reservas do pré-sal, durante 10 anos...Outra gigante do petróleo, a CNOOC adquiriu 84% das ações da YPF, empresa petrolífera argentina, que, recentemente estava sob o controle da espanhola REPSOL...
O dragão está no quintal, mas ao que parece, quer ocupar outros pedaços da casa...


Não ao racismo...
Se por aqui, nos debatemos contra a censura, em Orly, os franceses lutam para estabelecer um ambiente de tolerância...É verdade...A ignomínia, a intolerância, o autoritarismo se manifestam tanto em Campos dos G., quanto no velho e "civilizado" mundo...A diferença básica, mas estrutural, é a reação da sociedade e das instituições...Enquanto por aqui, a Associação de Imprensa, OAB, sindicatos e outras entidades da sociedade civil se calam frente aos "chiliques" ditatoriais dos "barões da mídia", por lá, os conflitos são processados e as sanções não tardam, como forma de desetimular outros ataques ao Estado de Direito...O conselheiro-geral de Orly, uma espécie de chefe de estado local, Paul Girot de Langlade, foi suspenso de suas funções por ter proferido ofensas racistas a uma trabalhadora originária das Antilhas...
A ofensa foi denunciada em 31 de julho, e a decisão saiu agora, 11 de agosto...
Voilá..., vive l'Etát du Droit...!

Fontes: Le Figaro e The Economist



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