terça-feira, 1 de setembro de 2009

A agonia lenta do Monitor...

O simplismo sempre é mortal ao debate...Na carência de argumentos, alguns gostam de confundir simplismo com simplificação...No caso do jornal Monitor Campista, como em boa parte dos jornais que enfrentam uma severa crise, não há um fator preponderante... É possível que em cada momento, em cada conjuntura, um ou outro motivo sobressaia, mas resumir a agonia do órgão de imprensa mais antigo da cidade a um fator exclusivo é simplismo da pior qualidade...

A ausência da verba municipal pela publicação do Diário Oficial é, com certeza, um ingrediente importante na doença mortal que atinge esse jornal, mas não é a única...Os apaixonados afastam de suas análises o fato de que a incapacidade gerencial de um jornal tocado por um condomínio de proprietários, herdeiros de um espólio gigantesco de Assis Chateaubriand, já é por si um aspecto que imobiliza a necessidade de tomada de decisão em um setor que está exposto a uma série de ameças...

Outra variável, foi a própria acomodação causada pela "facilidade" de contar com uma "mesada", que se, de verdade, colocou um certo sotaque independente em sua linha editorial, foi mortal para a prática de uma crítica mais forte ao modelo de gestão que assola Campos dos G. há vinte anos...Não bastava se colocar "acima" da disputa das duas facções que se engalfinham pelo poder, aqui nessa terra plana e lamacenta...Era preciso "investigar" alternativas...Mas aí, o limite: a "mesada D.O...."

Junto a isso tudo, a constatação de que o "mercado jornalístico(no melhor e pior sentido dessa expressão)não comporta três jornais em Campos dos G...Embora se achem detentores do condão de formar opinião, jornais, historicamente, no país e na região, oscilam entre 5 a 10% de leitores em relação a população, ou seja, têm um campo de venda na banca muitíssimo reduzido...

Desnecessário abordar os estragos que a internet causou no "jornalismo tradicional"...

Restam as verbas publicitárias e classificados...Como vendem pouco, logo o alcance e capacidade de influenciar a decisão de compra dos leitores é cada vez menor, o que afasta grandes anunciantes...Sobram os "favores" do Erário, que custam a credibilidade, que por sua vez, afastam mais leitores e anunciantes, e aprofundam a dependência dos donos do poder...Um círculo mortal e vicioso...

Há muitos outros elementos a serem considerados...

Com tudo isso, cai a qualidade dos profissionais, que em Campos dos G., já foi algo a ser mencionado, e hoje, só lamentado, com raríssimas exceções que não conseguem fazer a diferença em meio a tanta burrice...

Um exemplo que depõe a agonia do Monitor:

Na legenda da foto, do presidente do Sindicato dos Empregados das Empresas Privadas de Saúde em Campos dos G., Carlos Morales, está lá: CHEQUE-CALÇÃO...??? o que raios é CHEQUE-CALÇÃO, será um novo modelo de vestimenta de verão...??? A garantia de que trata a matéria, o CHEQUE-CAUÇÃO(caução=garantia) foi para o espaço...Não há "garantia" de qualidade, e o "CHEQUE-CALÇÃO" do Monitor está sem fundos...

PS: perdoem meus erros de português, mas lembrem: eu não "vivo" de vender "textos", nem tenho editores a meu dispor...e principalmente: não tenho diploma de terceiro grau, muito menos de jornalista...

2 comentários:

Anônimo disse...

Caro Xacal, a sua postura é correta e coerente.

O estudo da Língua Portuguesa em algumas Faculdades em Campos é on-line.

Anônimo disse...

Congresso Internacional do Medo
(DRUMMOND)

Provisoriamente não cantaremos o amor,
que se refugiou mais abaixo dos subterrâneos.
Cantaremos o medo, que esteriliza os abraços,
não cantaremos o ódio porque esse não existe,
existe apenas o medo, nosso pai e nosso companheiro,
o medo grande dos sertões, dos mares, dos desertos,
o medo dos soldados, o medo das mães, o medo das igrejas,
cantaremos o medo dos ditadores, o medo dos democratas,
cantaremos o medo da morte e o medo de depois da morte,
depois morreremos de medo
e sobre nossos túmulos nascerão flores amarelas e medrosas.





A Segunda Guerra Mundial, iniciada setembro de 1939, foi a maior catástrofe provocada pelo homem em toda a sua longa história. Envolveu setenta e duas nações e foi travada em todos os continentes (direta ou indiretamente). O número de mortos superou os cinqüenta milhões havendo ainda uns vinte e oito milhões de mutilados.