sábado, 19 de setembro de 2009

Novas considerações sobre a (in)fidelidade partidária...

Quais são as premissas que devem ser "obedecidas" no jogo partidário, para que o mandato de um parlamentar ou chefe de poder executivo, esteja dentro do espectro programático de um partido, pelo qual esse representante se elegeu...???

De certo que o cenário partidário brasileiro carece de feições ideológicas mais definidas, do ponto de vista desses programas(strictu sensu), mas é possível enxergar os cortes políticos que definem certas legendas como integrantes de denominações progressistas ou conservadoras, e ainda, há também uma delineação própria do centro...

Residualmente, na ausência desses pressupostos, restam as orientações estatutárias, e as decisões das instâncias partidárias(comissões executivas, diretórios municipais, regionais e nacionais, comissões de ética, etc), que, a exceção do PT, e outros partidos de esquerda, refletem a posição e arranjos do chefe político local, e no caso das esferas mais amplas, das diversas forças que disputam a hegemonia entre si...Mas não é errado supor que, na maioria dos partidos, vale a verticalização das decisões, ausentes aí, instâncias democráticas de decisão...

É assim no pmdb, é assim no pr, psdb, demo, pv e outros...

O caso da migração de quadros do pmdb revela, de certa maneira,como funcionam esses arranjos, e como os critérios são dilatados e manipulados ao sabor das oportunidades e dos interlocutores...

O deputado federal pudim de chuchu, fiel escudeiro do napoleão da lapa tenta, à todo custo, provar que seu espaço político está sob cerco...Ora, ora, ora, não houve ruptura institucional interna no pmdb estadual que alterasse as regras do jogo, que, inclusive vigiram enquanto o seu "chefe napoleão" era o "cacique do pmdb"...
Se vale a regra que o mandato é do partido, a esse partido cabe decidir quem obterá a vaga da nominata para disputar o pleito...Isso não é "perseguição", é do jogo, que foi jogado por todos, inclusive ele, o reclamante, até agora...
Se vale a regra que o mandato é do partido, e o parlamentar quer disputar outro mandato, sob nova legenda, que devolva o mandato...

Outro caso curioso é o da primeira-filha dos napoleões...Enquanto por aqui, o primeiro-irmão, e o assecla magal boca-mole, ganharam a "carta de alforria", a primeira-filha se debate, e procura "criar" uma fato relevante para sua sáida...Tudo obedece a uma lógica de "marquetíngue", pois sua visibilidade na capital é grande, ao contrário de vereadores do interior do RJ...Outro aspecto dessa tática é o fato de ser mulher, que lhe confere o condão de vítima-guerreira, muito ao gosto do eleitorado populista, que venera tipos peronísticos, como esse...

Daí, a primeira-filha insite em ser "expulsa", para manter o sobrenome na mídia, e descascar a já carcomida imagem pública do governador check-in...

O que fica patente é que um partido que cede ao pedido de migração de um parlamentar, sem lhe requerer o mandato, não poderá fazê-lo com outros...Cai assim por terra, a regra da fidelidade partidária...

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