quarta-feira, 30 de setembro de 2009

Os neoudenistas do PT..

Já traçamos aqui, no post O neoudenismo no Brasil: suas faces e seus propósitos, um panorama superficial da trajetória do udenismo e do neoudenismo no Brasil...Como neoudenistas, classificamos aqueles que fazem da bandeira da ética e da moralidade na política um fim em si mesmas, como se essas premissas bastassem para inaugurar um período de virtudes e boa governança...

Essa visão tacanha, esquece, propositalmente, na maioria dos casos, que o exercício da política é uma arena de combate e convergência de interesses de grupos, e por conseguinte, nenhuma causa moralista seria "neutra", ou seja, na política nos interessa menos a moralidade em si, mas a serviço de quem está essa "moralidade"...

Uma "privatização" honesta dos serviços públicos, como é o caso de nossa merenda, e dos serviços de limpeza...? Não cremos nisso, até porque a natureza do ato é imoral...Transferir dinheiro público, sob o argumento de que a iniciativa privada faria um trabalho melhor que o setor público, e que não colocaria seus interesses imediatos, o lucro, à frente do bem estar dos "clientes", ou seja, os alunos da rede pública municipal...A "imoralidade" é de conteúdo, não só de forma, pois....

Antes que os mais afoitos se levantem, aqui um recado: Esse não é "um tratado" de cinismo, ou de canalhização da ação política-administrativa, ao contrário: tratemos os "desvios de conduta", as ilegalidades como tais, com rigor, na medida da culpabilidade de cada um, e no espaço correto....Lembremos: mídia não é tribunal...
A espetacularização do neoudenismo banaliza o combate a corrupção, e afasta a consciência coletiva dos verdadeiros motivos que deturpam os processos políticos-administrativos...

Dito isso, passemos ao cerne de nosso tema...O neoudenismo no PT, e quem sabe, em seus dissidentes...

O PT se firmou no imaginário popular como um partido afeito ao combate a corrupção na política, um inquisidor incansável e intransigente da administração e na defesa dos "princípios republicanos"...
Boa parte do capital político que acumulou junto a classe média urbana, nas décadas de 80 e 90, do século passado, originou-se dessa agenda...A "ética na Política"...
Antes de analisarmos os neoudenistas do PT, é preciso um pequeno comentário sobre as origens do PT, que de certa forma, explicarão suas contradições ideológicas...

O PT é uma fusão, sui generis, de ex-militantes de esquerda, perseguidos no regime militar, intelectuais universitários, a vanguarda do sindicalismo operário, localizado no ABC paulista, e por fim, mas não menos importante, a marxismo-cristão, das CEBs, comunidades eclesiais de base...

Esse espectro tão amplo e multifacetado culminou em um "caldo de cultura política" que constituiu o PT como fenômeno único da esquerda mundial...Essa diversidade, aliada a um processo institucional interno rígido, foram responsáveis pelo avanço do PT, a despeito de todos os ataques dos conservadores do país...

Mas, ideologicamente falando, essa mistura, inicialmente favorável ao Partido, à medida que esse galgava relevância, e assumia com seus quadros, os postos da administração pública, e conseguia os mandatos de representação parlamentar, mostrou um cisma de origem que atou o PT, durante anos, e que só recentemente, o partido começa a mostrar capacidade de superar...

O vanguardismo de esquerda, com todas as suas atrofias intelectuais, já denunciadas aqui, por nós, e pelo Roberto Torres, (que hoje faz seu doutorado na Alemanha, saído dos quadros da UENF), unido ao "marxsimo-cristão", moldaram uma espécie de "esquizofrenia-militante", que se auto-flagelava toda vez que enfrentava um dilema, aparentemente insolúvel: como governar, fazer as alinaças e conviver com todos os outros "impuros" da política, sem se contaminar...

Ora, ora, ora, logo isso se mostrou impossível, e desnudou uma verdade, tão cara aos neoudenistas do PT, e porque não dizer, ao próprio resto do partido, que receava perder as bandeiras históricas que lhes davam conforto, e um "feudo seguro" na política, mas que, simultaneamente, se revelam insuficientes para a conquista e a manuentenção do poder, aqui bem distinto da noção de governo...Ainda mais se consideramos as peculiaridades históricas do processo político brasileiro em seus 500 anos...

No colo da classe média brasileira, empobrecida pelos anos de crises econômicas, e ressentida dessa pauperização, órfã do udenismo da década de 50 e 60, o PT ficava confortável, e foi ali que mais cresceu: no cenário urbano e metropolitano brasileiro, alheio a população pobre, o lumpen-cidadão, que, na visão vitimizadora do vanguardismo sindicalista e do cristianismo militante, precisavam ser "salvos" das garras paternalistas, e funcionavam, assim, como um entrave hediondo a modernização política do país, pois trocavam voto por comida em pleno século XX...

Essa plataforma política demonstrou alcançar um teto intransponível, que pode ser melhor visualizado com as três sucessivas derrotas de Lula, embora seu nome fosse, de forma inconteste, muito maior que o partido, e que seus concorrentes, como restou provado agora...

Antes hegemônicos, os neoudenistas do PT começaram a perder espaço...Isso não quer dizer que o combate a práticas nefastas da administração pública fosse abandonado pelo PT...Mas houve um deslocamento, e essa plataforma deixou de ser a "única"...Não havia mais "iluminados", e o PT, sim era diferente, mas igual a todos os outros partidos...Igual, porque faz política, disputa poder, comete erros, e acerta...Diferente pela suas características, sua constituição, e principalmente, seus objetivos de contrução de uma sociedade mais justa...Custe o que custar...Dentro dos limites institucionais e democráticos, que fique claro...

Esse salto de "qualidade", enxergado pelo "mídia conservadora"(pelos motivos óbvios), e por boa parte "dos puros" do PT como "traição" de suas "bandeiras históricas", na verdade, foi a "libertação" de "amarras históricas"...Um fim ao cinismo, a hipocrisia, e finalmente, a possibilidade de enfrentar politicamente um debate que é, antes de mais nada, político, e não moral, ou de caráter individualista, na acepção cristã do termo...

Com esse processo, vários quadros do PT sindicalista-cristão se isolaram, outros saíram, e formaram outras legendas com verniz neoudenista-radical, outros cederam, paradoxalmente, àquilo que diziam combater: as práticas "heterodoxas" da administração pública, ou seja, se locupletaram...
Mas, felizmente, ao mesmo tempo, novos quadros surgiram, com a visão e o realinhamento do PT, que provocou uma aproximação das práticas partidárias a agenda daqueles que realmente precisam do Estado: os mais pobres...Muito desse fenômeno está restrito a figura do presidente, é claro...Mas algum legado ficará ao partido para fomentar esse debate...Esse processo é irreversível....Diga-se de passagem: para o bem e para o mal...Pois esse novo estamento político "metapetista" pode ser "desmobilizador", se mal compreendido...

Em Campos dos G., urge que esse debate avance...A impossibilidade, demonstrada, até agora dos seus quadros mais representativos de construírem um consenso possível, frente a necessidade que a população da região apresenta, de governos comprometidos com causas distintas das que prevaleceram até agora, é reflexo desse cisma que descrevemos até agora...com as especificidades locais, é claro, como o fato de existirem no "ninho do populismo/conservador garotinista, associado a um PIB maior que muitos países, por exemplo, e por derradeiro, mergulhados em uma "herança política" conservadora/patrimonialista/escravocrata decadente...

De um lado, os "republicanos do PT", agarrrados a visão neoudenista, utilizada aqui com um pouco mais de cinismo, na medida que experimentaram alianças de mesam duvidosa qualidade quando necessitaram delas, e de outro, um pragmatismo exacerbado, na medida que não utilizam esse pragmatismo para nada além do que a reprodução dos esquemas que lhes dão hegemonia institucional-partidária, e externamente, não avançam na fala para a sociedade de que são capazes de desatar os nós com o passado recente...

Uma imobilização perigosa, da qual toda a sociedade se ressente, uma vez que jacobinos e girondinos, cada qual a seu modo, não enxergam o tamanho da tarefa histórica que pesa sobre os seus ombros...

Continuemos o debate...

8 comentários:

George Gomes Coutinho disse...

Uma "senhora análise"....

Evidente que há aí algo de um pensamento maquiaveliano (não maquiavélico, por favor) acerca do que é a realpolitik e os desafios estratégicos cotidianos para se atingir um determinado conjunto de valores-meta.

O que deve ficar claro é que os valores-meta defendidos entre neoudenistas e petistas pragmáticos não são em todo díspares. O que se modifica são os métodos para a sua realização e, claro, a eficiência, o alcance...

Me recordo que o trabalho desenvolvido na primeira gestão do PT na cidade de São Paulo, por exemplo, se agradava aos agrupamentos mais identificados com um discurso que nega as particularidades da política real, por outro foi o que menos deixou heranças duradouras.... Afinal, o grande Paulo Freire era parte do staff.. Paul Singer... Mas...

Concordamos. Há muito em jogo e certamente o jogo nos bastidores da política brasileira não foi criado pelo governo Lula e nem por esse seria aniquilado. O custo institucional disso seria nada menos que a possibilidade de um golpe de Estado e/ou um governo absolutamente inoperante. A aposta é na recuperação paulatina das condições objetivas de vida do cidadão e não a irresponsabilidade institucional.

A bravata "não negocio com corruptos" teria custos astronômicos para a população brasileira. O que não implicou inoperância da PF dado o conjunto de operações, quantitativamente superiores, que assustou os sonegadores das classes altas brasileiras.

Enfim. Que as críticas se direcionem ao existente... Que se discuta os problemas da previdência, as falhas do Reuni, os problemas persistentes da educação básica. Mas... Por favor, faço coro com os companheiros: a bandeira moralóide é absolutamente fora de contexto e aponta para o desconhecimento abissal do funcionamento das nossas instituições. O moralismo político, por não ter um elemento consistente o suficiente no campo normativo que não seja uma concepção irrealista do espaço público, obscurece os avanços obtidos e nos direciona para um perigoso desvio de caminho no enfrentamento do maior de nossos males: a desigualdade.

Xacal disse...

é isso...

Roberto Torres disse...

Concordo com toda sua analise Xacal.

Desconhecer ou ignorar como funciona a politica, ainda que a meta seja mudar este funcionamente, e inviabizar qualquer acao politica possivel que possa alterar alguma coisa.

Por isso nao ha como nao ser maquiaveliano, e o republicanismo nada mais do e um norte, uma imaginacao de como poderia ser a sociedade desejada, mais justa, se for o caso.

No hoje o que conta e que a politica e feita de luta, na tentativa de derrotar o outro, e esse outro nao e so um outro politico ou partido, mas tambem pode ser uma classe social.

Nao conciliacao ou consenso transformador da realidade que nao comeca pela derrota, pela tomada da hegemonia que dispoem um acordo politica vigente.... Negar que todo acordo vigente se baseia no escamoteamente do conflito e a negacao da politica, a arma politica mais eficaz dos vencedores.

Evitar jogar este jogo em nome dos principios, e de uma conduta moralmente ilibada e como levar a moralidade para o sexo

um abraco

Claudio Kezen disse...

Senhores,

Do alto (ou de baixo)da minha falta de cabedal acadêmico para debater com tão doutos próceres do saber sociológico, antropológico, filosófico, e tantos outros "ófigos/cos" me permitam um aparte nesta prosa.

Eu não chamaria a análise do agora analítico Xacal de maquiaveliana como quer o querido George e o combativo Roberto, mas de manipuladora pura e simplesmente.

É claro que ninguém é retardado o suficiente (bem...talvez eu...) para não entender que uma coisa é ser "pedra" e outra "telhado" (com trocadilho, por favor).

O texto do meu batrício Xacal é muito bem alinhavado, calcado em postulados quase, eu disse quase convincentes, a não ser pelo fato de flexibilisar de forma oportuna e conveniente elementos importantes sim, como a ética e a moral nos costumes políticos como uma mudança de paradigma desejada pela sociedade há tanto tempo. Não uma atitude moral na acepção calvinista, imbecilóide, mas uma proposta de gerência da coisa pública que não caísse no lugar comum do compadrio fisiologista e que debelasse escândalos como o mensalão (não muito diferente do esquema de arrecadação e montagem de caixa 2 do finado PC Farias/Collor), a existência amoral do Zé Dirceu à frente da Casa Civil, enfim, todo esse blá-blá-blá, que o nosso Xacal chama de pragmatismo político.

Como governar de outra forma? Bem, não fui eu que tentei durante quase 20 anos ser presidente em cima de um discurso moralizador e ético, e caberia ao Lulalá ter um plano, a mim me compete avaliar se meu voto foi válido ou não.

Caro e simpatissíssimo George (sem trocadilho): se a 1ª administração petista em SP não deixou herança duradoura, a do falecido Celso Daniel, a do Gilberto, todas no ABC paulista, deixaram uma herança nebulosa e um legado de corrupção, ambições desmedidas que chagaram como vc sabe às vias de fato, fatos devidamente arquivados na esfera policial com o esforço concentrado da tropa de choque governista e sua base aliada. Portanto, devagar com o andor, porque santo que quebra aqui, quebra lá...

Já o nosso Roberto e sua pregação de uma polítia de resultados me remete ao Dunga (com trocadilho) numa suruba: ninguém é de ninguém entre quatro paredes. Não sei porque, mas neste quarto eu não comi ninguém e estou fazendo força pra não ser comido...

Continuo achando a administração Lulalá meia-boca e errática. Para mim, o Lula é a esquerda domada, o cãozinho amestrado que o capital internacinal leva pra passear e recolhe as cagadas no saquinho plástico como convém.

O BRIC é mesmo a bola da vez do capital especulativo ou não mundial, e até nisso o Brasil fica atrás da Rússia, China e Índia em níveis de crescimento econômico, PIB e distribuição de renda, já que nosso modelo republicano é fiscalmente intervencionista e politicamente omisso. É claro que migalhas desses investimentos tem que sobrar no chão que circula a mesa luxuosa do banquete dos excluídos.

O nosso simpático Lulinha surfou em uma marolinha nunca antes tão favoravelmente neo-liberal na história deste país, e continuamos sem uma indicação, vejam eu disse indicação, de políticas públicas integradas de educação ampla e cidadã, acesso irrestrito à saúde publica de qualidade, transporte público bom e barato para os cidadãos de todas as classes, etc...como fizeram a socialista Cuba e a capitalista Coréia.

Os avanços da era Dunga, quer dizer Lula, me remetem ao sujeito que finalmente pode comprar seu carrinho popular zero, desde que o cadeado o proteja do ladrão, não pare no sinal para se proteger da polícia e ande bem devagar para não acabar com a suspensão devido aos buracos da rua.

Meia-boca, senhores...continuamos todos sem indicações mínimas que não mais seremos tratados como cidadãos de quinta categoria nas filas dos bancos, que nossos aposentados não mais serão humilhados, que não mais teremos medo de comparecer à uma DP para prestar uma queixa.

Meia-boca, senhores...

Xacal disse...

Cláudio, como a essência de seus argumentos foram repetidos em um post seu, lá no sociedade blog, repito o que disse lá, assim ganhamos tempo:

Xacal disse...
Cláudio, serás sempre bem-vindo no debate, porque creio na crença honesta que põe em suas palavras, embora essa fé não confira veracidade a tudo que diz...é só isso: fé na sua crença...nada mais que isso...

veja que você é capaz de aceitar alguns avanços do governo, mas não os contextualiza, nem ao menos entende a dificuldade que é ter algum projeto progressista nesse país...e eu sei que você sabe do que falo...é como se um governo, a as diversas forças e fatores que incidem sobre ele, e ao seu redor, estivessem paradas, esperando o que chamo de "triunfo da vontade"...se não conhecesse sua "origem democrata", diria que são postulados autoritários...

tampouco você exemplifica ou revela o que é esse "projeto de país cidadão", no sentido amplo do termo...que você utilizou no seu post original, lá no sociedade blog...

ainda que eu chame para mim a responsabilidade de decifrar essa sua premissa(projeto país cidadão)como melhora dos níveis de renda e diminuição da desigualdade(em curso, no atual governo/dados do PNAD, citados pelo IPEA), melhoria nos níveis de emprego, apesar do "tsunami" internacional, que aqui virou "marolinha"(em curso, no atual governo), a expansão das vagas no ensino superior, em nível jamais visto(em curso no atual governo), no aumento da capacidade de pesquisa e produção da petrobrás, com domínio nacional das jazidas(em curso no atual governo), com a maior inclusão mundial de pobre do mercado consumidor, 20 milhões(em curso no atual governo), etc, etc, etc...

não dá para reduzir tudo a uma questão estrutural capitalista, e dizer que o Brasil vai bem porque os Brics vão bem...não é tão simples assim, pois Índia e China já cresciam enormemente no período FFHHCC, e nem por isso, essa onda chegou aqui, ao contrário: quebramos junto com a Rússia, em uma crise cíclica bem menor...Para você, se deu certo, é porque é quase espontâneo, mas se desse errado, a culpa seria nossa...Houve mudanças estruturais na política-econômica, que nos permitiram acumular reservas(ao contrário dos parcos U$14bi, deixados no fundo do caixa por ffhhcc), e ainda, a política monetária contempla a menor taxa de juros da história...é claro, o foco do combate da inflação permaneceu, mas acima de tudo, porque Lula e sua equipe souberam distingüir políticas de Estado e políticas de governo...

Lembre-se da falta democracia na Rússia e China, e na enorme desigualdade e precariedade indiana, e veja que, ainda assim, mesmo que com índices menores de crescimento, podemos dizer que a "qualidade" de nosso crescimento é um pouco melhor, pois bem sabes, na China os trabalhadores sofrem com salários de menos de 1 dólar/dia...

O Brasil não é uma maravilha, mas não coloque na conta do presidente problemas que não são apenas dele, ainda que sua responsabilidade seja residual, na medida que é o maior mandatário do país: IPVA é atribuição dos Estados, buracos, das prefeituras, violência urbana, dos Estados(polícias) e dos municípios(Guardas)...

Você sabia, por exemplo, que dos 2 bilhões do PRONASCI(programa nacional de segurança e cidadania)executado pela União para auxiliar os governos estaduais e municipais, apenas 10% foi empregado pelas prefeituras e estados, por absoluta falta de projeto e competência para gerir esses fundos, e que o dinheiro permanece, INTACTO, nas contas...?
(...)
como já disse: vote em quem quiser, reclame quando quiser, mas escolha os argumentos mais sofisticados, sim por que você pode...o triste é ver você repetir essa chorumela neoudenista, sem criatividade e sem esteio teórico...nem o PIG acredita mais nela...

yes, claúdio, you can...!

30 de Setembro de 2009 18:16

Claudio Kezen disse...

Querido Xacal,

Da mesma forma, "colei" meu comentário lá do Sociedade:

Me desculpo sinceramente pela falta de sofisticação que a mim me toca ao expor minhas idéias chinfrins e mequetrefes.

Além disso, chorumela por chorumela, chorumelamos todos, cada qual a sua chorumela cotidiana.

Para teatralizar um pouco o debate, encerro esta querela com o famoso título do Pirandello:

"Assim é, se lhe parece..."

Xacal disse...

é isso, brima...aqui nós briga, mas nos somos tudo brima...

alah-salam-maleikhun, é assim que se diz...?

eu tenho certeza, estamos todos do mesmo lado, ainda que ostentemos "rótulos" diferentes...

um abraço, e uma pergunta: ainda tocas no picadilly na sexta...?

Claudio Kezen disse...

Toda sexta e sábado.

É a minha "provação" social...

Abraços do brimo.