quinta-feira, 10 de setembro de 2009

Um pouquinho de advocacia do tinhoso...

Todos nossos treze leitores(as) já perceberam(pelo menos, eu acho que sim)que não somos simpáticos ao governo do júnior cabral, até porque, não se pode ser simpático a algo que não existe...

Depois do episódio que culminou com a repressão violenta dos educadores, em plena escadaria do parlamento estadual, algumas dúvidas, no entanto, páiram em minha pessimista e deformada cabeça...

Se era para recuar, porque tanta violência, e pior: por que deixar as coisas chegarem a esse ponto...???

Que tipo de governo que apenas cede quando há rupturas graves de interlocução, que descambam em violência...

A sinalização que o gabinete do governo do Estado deixou para os manifestantes é que a via do diálogo e da negociação não é a mais eficiente...

Mas por outro lado, uma parcela da responsabilidade deve ser dividida com os setores sindicais, e com os parlamentares dos partidos, historicamente, ligados a esses setores, como PT e PSOl, dentre outros...

Quem é mais incapaz de negociar: o governo ou os representantes dos trabalhadores...???

É certo que a maior responsabilidade pela manutenção e prevenção do esgotamento das vias institucionais é sempre de quem governa...Sobre isso não pesam dúvidas...
Mas uma postura estreita, sempre disposta ao embate, e sem capacidade de construir canais de conversação, típica de denominações político-sindicais de ultra-esquerda, como é o caso da maioria da direção que controla o SEPE, por exemplo, também não ajudam...

A quem serviria um corpo de um educador morto, ali no chão da Rua da Assembléia...???

O maior ônus, é claro, já dissemos, é do governo, mas afinal, queremos melhor condições de trabalho para os servidores, ou apenas desgastar o capital político do governador...???

Que se cobrem as responsabilidades pelas atrocidades cometidas contra os educadores, mas não esqueçamos que a negociação é sempre o melhor caminho...

Para certos caminhos, não há voltas possíveis...

4 comentários:

Mônica Maria disse...

Um governo que fez uma cagada enorme com um confronto desnecessário e um sindicato com uma direção vanguardista e atrasada. Não tenha dúvida que um corpo estendido no chão seria um "filé mignon" para os malucos da intersindical e conlutas (com letras minúscula, do tamanho das entidades,rs)mas por sorte nada de mais grave ocorreu. O que salvou a categoria nesse caso, foi a ação ponderada doe alguns parlamentares.E só. Na verdade apenas ficamos com as migalhas do governo e evitamos a tragédia de ter nosso plano de carreira violado por Cabral.

Anônimo disse...

comungo das mesmas dúvidas que você, Xacal...muito despropósito e bem comum a forma de provocar tumulto por alguns membros do SEPE (bem citados por vc), já bastante conhecida e que afasta a categoria, pela inconsequência dos atos.
Não estou defendendo o governo, muito pelo contrário, eles estão sempre renovando suas práticas em desrespeitar os direitos da categoria e a direção do SEPE quer manter a mesma forma de pressão, que já funcionou bem noutras épocas. Hoje a ditadura é econômica.
Não vejo nenhuma vitória em se manter o que já temos... vitórias são novas conquistas e quanto a elas, não vejo avanços...
Bastante coerente os comentários de Mônica.
Abraços.

Anônimo disse...

No início do governo, Juninho Play Boy, propôs um reajuste aos professores de 1% ao mês durante 24 meses, como o reajuste concedido nos meses seguintes ao primeiro mês seria cumulativo (juros sobre juros)daria ao final de 24 meses algo em torno de mais ou menos 25%.
Mas, a "combativa" Direção do SEPE parece que faltou a esta aula de matemática e simplesmente "botou a boca no trombone" e o acordo "miou".
Durante os oito anos do Governo do "casalsinho" nada foi concedido a título de reajuste aos profissionais da educação, exceto o "Nova Escola" que, por não ser incorparado ao salário acabava por prejudicar, e muito, aqueles que se aposentavam.
E o que fez a nossa "combativa" representação sindical?
Absolutamente nada.
Apanhar da polícia é quase uma obrigação dos profissionais que lutam pelo seus direitos e não é exclusividade de professores já que petroleiros, metalúrgicos, bancários e ferroviários constantemente sofrem com esta violência desnecessária por parte daqueles que deveriam proteger e não agredir ou surrupiar os contribuintes.
O importante é não desistir da luta e se o Governador é um vacilão, que nos mobilizemos e, assim, juntos, na luta certamente obteremos vitórias e conquistas mais concretas porém, antes, por favor, façam contas.

Anônimo disse...

É importante este tipo de discussão, ou seja, saber qual o melhor momento para o diálogo e qual o melhor momento para o confronto. O que assistimos são sindicatos ou representantes que vão sempre para o confronto, ou que nunca vão e ficam sempre no diálogo, e quando questionados dizem que "estão conseguindo as coisas na conversa". Pura mentira! Governos que não tem uma tendência para determinado caminho, não adianta conversar. Foi igual o SEPE aqui em Campos, querendo convesar com a falecida Auxiliadora sobre as eleições nas escolas, só podem ser idiotas...