terça-feira, 6 de outubro de 2009

As "viseiras" da desinformação...

Nós aqui da TrOLha, e nossos treze leitores(as)não nos prestamos ao culto a hipocrisia, nem tampouco somos aquilo que se pode chamar de ingênuos...

Toda ferramenta de comunicação social a serviço das administrações públicas servirão, sim, a defesa das ações desse governo...Embora utilizem recursos públicos estatais para tanto, seria exigir muito do nosso sistema político que governos desprezassem tal possibilidade, ainda mais que na maioria das vezes, os setores da oposição também contam com algum meio de verbalizar suas teses antigovernistas...Em alguns casos, governos ficam ilhados pelo ataque da mídia, sedenta de sangrar os cofres públicos, em seu nome e de seus "sócios", e restam assim apenas as secretarias de comunicação para fazer o contraponto...

Esse não é o caso de Campos dos G., que fique claro...Aqui, a administração municipal conta com orçamento generoso, sempre distribuído como favor, e não dentro dos limites do controle social das poíticas públicas de comunicação, sem contar com outros órgãos para-oficiais, onde se revezam desde jornalistas de coleira de todas as estirpes, até dublês de jornalistas-secretários, num hibridismo vexatório e anti-ético...

A sociedade, entre apalermada e cúmplice, a quem caberia o controle dessas práticas, digere como pode a "informação" que recebe...

Mas determinadas ações de mídia do governo atual são difíceis de "engolir"...Não só pelo uso explícito e desavergonhado do dinheiro público a serviço de um grupo político, sem nenhum verniz "de interesse público", mas pela péssima qualidade do conteúdo, de fazer revirar o cadáver de Amaral Netto...

Não é só a irrelevância do assunto desse caso aí debaixo, uma vez que pagar em dia os salários dos servidores não pode ser considerado uma "qualidade competitiva", mas tão somente, uma obrigação...

O que chama a atenção é a busca de algum suporte "teórico" para "temperar" o "release de chuchu" que tiveram que escrever...

Os efeitos da crise mundial, que nem de longe repercutiram aqui da forma como torciam os opositores do presidente, incluídos aí, os jornalistas de coleira do governo municipal, não é mais assunto nem lá fora, pois a crise mundial já demonstra sinais de refluxo...

Não é à toa que o governo local patina e afunda em descrédito e imobilidade: a informação que produzem é de péssima qualidade, que além de aumentar a desconfiança da população, impede que os gestores tenham uma visão do cenário que ocupam...

Leia aí a mais nova "obra de arte" dos "jornalistas diplomados" e pagos com seu, o meu, o nosso dinheiro...

Em tempo de reflexos negativos na economia mundial, decorrentes da recessão imobiliária nos Estados Unidos, a prefeitura de Campos injetou R$ 360 milhões no comércio local com o pagamento em dia do funcionalismo público nos últimos nove meses, segundo dados da secretaria municipal de Controle e Orçamento.




8 comentários:

Anônimo disse...

O Governo Rosinha está tão ruim que o único mérito que ainda resta é pagar salários em dia.
Só que os governos anteriores também fizeram isso.
Mas isso deve melhorar a partir das eleições do ano que vem, que será bancada pelas empreiteiras de Campos e com dinheiro público desviado.
Só assim a inércia do governo cor de rosa deve diminuir.
Anotem aí, acabará ainda em outubro, pois o Casmurro da Lapa nem sequer chegará ao segundo turmo.
Que bom! Afinal, em oito anos de governo a única coisa que Campos recebeu foi uma ponte pela metade, que se não fosse o atual desgoverno ainda estaria sem funcionar.

Anônimo disse...

ENQUANNTO ISSO OS FUNCIONÁRIOS DA PETROBRAS, QUE PRODUZEM ESSE DINHEIRO TODO, ESTÃO SENDO PUNIDOS E AS PLATAFORMAS ESTÃO SENDO SUCATEADAS, PARA QUE? PARA DAR MAIS DINHEIRO PARA ESSAS PREFEITURAS VAMPIRAS.

Xacal disse...

caro comentarista,

já me referi, e repito que as palavras em caixa alta significam gritos...

por mais justa que seja sua indignação, respeite as regras do blog, caso contrário seu direito a expressão será cerceado, ao menos aqui...

bom, eu penso que a gestão da petrobrás nada tem a ver com os desperdício dos royalties...

são problemas diferentes, com instâncias de debate diferentes: petroleiros devem buscar em seu sindicato a apresentação de sua pauta de reivindicações...

um abraço...

Anônimo disse...

Desde quando pagar em dia é benesse???

Xacal disse...

comentarista,

eu desconfio, apenas desconfio, que para quem não está acostumado a "cumprir" as suas "obrigações", inclusive as legais, pagar em dia deve ser uma "vitória"...

só pode ser isso que motive os marqueteiros do governo "botarem" um "ovo de codorna", e "cantarem" como se fosse ovo de "avestruz"...

um abraço...

Claudio Kezen disse...

"A sociedade, entre apalermada e cúmplice, a quem caberia o controle dessas práticas, digere como pode a "informação" que recebe..."

Eu diria muuuuiito mais cúmplice do que apalermada.

Na minha opinião, os setores da sociedade que se posicionam contra este estado de coisas são minoritários, sem unidade de discurso e capacidade de mobilização política que viabilize um confronto de fato com os grupos que tem se revezado à frente do executivo municipal.

Por isso, eu vejo que "se encostar" na aba da prefeitura é quase um projeto de vida para grande parte das pessoas, físicas ou jurídicas, com óbvias excessões.

Os blogs são sem dúvida uma novidade, ainda insipiente, mas importantes para a circulação de idéias antes restritas aos jornalecos locais.

Um abraço,
Claudio.

PS: Xacal, um anônimo no blog do Roberto Moraes me promoveu à condição de "globo campista" devido à minha "sistemática campanha" de oposição ao Lula inserida nos comentários que eu posto por aqui.

Viu só? Eu sabia que um dia ainda seria reconhecido e famoso!

Quanto vc acha que eu devo cobrar pelos espaços publicitários, linha editorial favorável, etc?

Topas um rachucha nessa? Não vou dar conta sozinho, rs...

Xacal disse...

eu li, e achei engraçado...

mas esse negócio de "rachar" com "brima" é meio perigoso...rsrsrs...

Anônimo disse...

Xacal

Peço licença para postar neste espaço matéria jornalística que revela que esquema com ambulância já era usado:

Procuradoria do Rio pede investigação de contrato para manutenção de ambulâncias do Samu

Flávia Castro
Repórter da Agência Brasil







Rio de Janeiro - A Procuradoria do Estado do Rio encaminhou hoje (6) à Delegacia de Repressão aos Crimes contra a Saúde Pública pedido de investigação sobre possível superfaturamento em contrato de manutenção de uma frota de ambulâncias do Serviço de Atendimento Médico de Urgência (Samu).

De acordo com o procurador Pedro Henrique Palheiro, é preciso saber detalhes do contrato, de R$ 2,3 milhões, valor com o qual poderiam ser compradas 17 novas ambulâncias. “Apesar de o contrato prever o conserto de 45 ambulâncias, na verdade, só 16 passaram pela oficina. E esse valor, para 16 ambulâncias, é muito caro”, afirmou Palheiro. Segundo ele, cada ambulância nova custa, em média, R$ 130 mil.

A Secretaria de Saúde também vai nomear, até o fim da semana, uma comissão interna de sindicância para colaborar com a apuração do caso. No prazo de 30 dias, a comissão deverá entregar um relatório ao secretário estadual de Saúde, Sérgio Côrtes. “Em caso de servidores envolvidos, as penalidades previstas na lei vão de uma simples advertência até uma demissão. Esse caso é grave. Então , acredito que as penas menores não serão aplicadas”, explicou.

Quanto aos servidores que já não fazem parte do quadro do governo, como o ex-secretário estadual de Saúde Gilson Cantarino, poderão ser acionados com base na Lei de Improbidade, que prevê punições na forma de multa ou impedindo o servidor se candidatar a cargo eletivo.

Em junho de 2005, o Ministério da Saúde entregou 64 ambulâncias à Secretaria de Saúde do estado, avaliadas em mais de R$ 10 milhões. A frota estava destinada ao atendimento de cerca de 170 pessoas por dia na cidade do Rio de Janeiro. Em maio de 2006, o Ministério fez um levantamento e verificou que 23 estavam paradas, incluindo 19 de atendimento básico e quatro UTIs (unidades de terapia intensiva) móveis.

Para realizar a manutenção das ambulâncias, o então secretário de Saúde, Gilson Cantarino, fechou um contrato, avaliado em R$ 2,3 milhões, com a oficina mecânica de Rui Santiago Barbosa, avaliado em R$ 2,3 milhões. A oficina teria prazo de 90 dias para concluir os reparos, mas, em apenas 20, a nota foi emitida.

Segundo o procurador, a manutenção não foi concluída. “Apesar de terem atestado que o serviço foi executado, sete ambulâncias estão paradas na oficina sem o conserto devido”, disse Palheiro.


O contrato foi feito sem licitação, com base em uma brecha na Lei de Licitações, que permite a dispensa da licitação em caso de emergência.

O coordenador do Samu na Baixada Fluminense, César Fontes, informou que, no estado do Rio, o programa teve início em outubro de 2004. O Ministério da Saúde enviou à região 48 ambulâncias, que atualmente atendem a cerca de oito mil pacientes por mês. Na opinião de Fontes, o sistema de licitação atrasa o gerenciamento do serviço. Ele ressaltou, porém, que nunca fechou contrato sem licitação.

“Aqui na Baixada, cada município tem suas despesas para manutenção das viaturas, e todos os contratos são feitos através de licitação”, disse Fontes.

Procurados pela Agência Brasil, o ex-secretário Gilson Cantarino e o dono da oficina, Rui Santiago Barbosa, não foram localizados.






http://www.agenciabrasil.gov.br/noticias/2007/02/06/materia.2007-02-06.7542909789/