sexta-feira, 9 de outubro de 2009

Mitos e símbolos: para que e a quem servem...?

Obama jogando Baseball...Piada comum entre negros estadunidenses, na década de 40, 50 e 60: o baseball é o preferido entre os negros, pois esse é a única situação em que eles podem balançar um taco para um branco, sem serem enforcados por isso....Foto:El País...


O Prêmio Nobel da Paz desse ano foi ganho pelo presidente estadunidense Barack Hussein Obama...
No jornal inglês The Independent, uma chamada interessante, que dá a dimensão da discussão que virá no entorno da premiação:
"Nobel observers were shocked by the unexpected choice so early in the Obama presidency, which began less than two weeks before the 1 February nomination deadline."(Observadores do Nobel estão chocados pela inesperada escolha, pela tão recente da presidência de Obama, a qual começou menos de duas semanas antes da indicação final de 01 de fevereiro)

Dias atrás, aqui nesse blog, e nos blogs outroscampos.blogspot.com, e sociedadeblog.blogspot.com/, travou-se interessante e descontraído debate acerca dos mitos, dos símbolos, e da sua "utilidade" frente aos problemas reais sobre os quais são erigidos, ou seja: até que ponto a "deusificação" dos líderes serve para esconder ou debelar os problemas sob os quais estão imersos seus liderados...Até que ponto a "mitificação" entrava ou ajuda a solução desses "problemas"...? Até que pontos sentimentos como "ufanismo", "orgulho nacional" reforçam a identidade na busca por sociedades melhores, ou atrasam e impedem a superação das contradições...?

A essência desse debate está expressa na "surpresa" dos "observadores" da premiação...

Primeiro, é bom que se diga: todos eles(esses observadores) têm a exata dimensão da carga simbólica que o prêmio tem, bem como os limites da repercussão que a premiação tem sobre a realidade...
Há, assim, de forma simplista e grosseira, uma luta nos bastidores de premiação desse tipo, e, em última instância, a grosso modo, na construção dos "heróis e mitos": de um lado, os que corroboram atos heróicos e procuram distanciá-los do contexto nos quais foram forjados, como se tentasse "isolar" os "heróis" de suas "causas", portanto, restringindo a possibilidade de que esses "líderes" possam atuar como fatores decisivos para alterar essa realidade incômoda...
De outro, aqueles que enxergam a premiação(ou a mitificação) como forma de incorporar os processos de lutas das sociedades por condições melhores, mesmo que enxerguem que os "premiados" estão sujeitos às contradições das lutas políticas que travam na sua trajetória pessoal, e junto com os grupos que representam, e mais ainda, da impossibilidade de que cenários perfeitos se construam como algo definitivo, pois a História não acaba, a não ser que a própria Humanidade definhe...

Nesse caso, do Prêmio Nobel da Paz é bom que saibamos que a PAZ MUNDIAL não é possível, não como um fim em si, e nem como um objeto pronto e acabado, disponível como se fosse um "produto" em alguma "prateleira" de hipermercado...É uma quimera, e como tal deve ser tratada...Admitir que é um sonho, não desmerece o esforço e a NECESSIDADE de buscá-la...Algo como nossa dramática certeza da morte, que, no entanto, não nos impede de tentar viver cada vez mais, e melhor...

Os que dizem que Obama não tem um curriculum que ostente ações suficientes na "luta pela paz", o que o desqualificaria para receber tal comenda, procuram impedir que a sua história pessoal, aliada ao significado de sua eleição, nas condições históricas atuais, quer seja pelo ineditismo do feito, quer seja pelas possibilidades que apontam nas expectativas de quem o elegeu, sejam contextualizadas na luta pela convivência entre os povos, pela escolha de diplomacia como árbitro dos conflitos, como exemplo de tolerância e diálogo entre diferentes...

Personagens como Obama, e seu "sucesso", no seu caso a eleição para o cargo de homem mais poderoso do mundo, já são em si uma afirmação de que é possível que haja uma realidade menos opressora...Com todas as contradições e paradoxos intrínsecos a essa assertiva...

Mesmo que, contraditoriamente, seus feitos como presidente dos EEUU, indiquem que durante esse processo, violações graves a essa tese se apresentem como um paradoxo intransponível, como é o caso do aumento das forças militares no Afeganistão, e toda a sorte de conseqüências violentas que isso trará...

Os que põem em dúvida a escolha de Obama, querem nos fazer acreditar que um mundo sem violência(PAZ MUNDIAL) é possível, enquanto corroboram práticas violentas, que afastam a busca desse ideal...Portanto, como vemos, reside aí a verdadeira contradição...

A violência é fenômeno humano, desde as guerras Púnicas até os recentes conflitos no Oriente Médio...em qualquer escala, desde o mais remoto lar do Cazaquistão até uma cobertura no Leblon, seres humanos sempre recorreram a violência para solucionar seus conflitos...O que muda é a valoração da violência, de acordo com a cultura, que por sua vez é sempre mediada por uma infinidade de interesses, desde econômicos até religiosos...A diferença, pois, entre violência e força, a violência legal ou ilegal, legítima ou ilegítima, é a valoração que cada grupo social faz dela, consagrada em seus estamentos jurídicos e normativos...

O que Obama simboliza, e sua consagração como Nobel da Paz é: a busca de valores mais próximos dos universais de paz e condenação de violência, como forma de evitar as violações baseadas na relativização ou melhor, nos motivos "soberanos" de cada sociedade, protegendo assim, os mais fracos, em relação aos mais fortes...

Ontem, a palmada pedagógica era praxe, hoje, é quase-crime...Ontem, na Alemanha, queimar judeus era institucional, hoje, na Palestina, os judeus utilizam violência na busca pela mesma idéia de espaço vital...

A PAZ é assim, como o prêmio Nobel, um mito...Precisamos saber a quem, e para que serve esse mito...
Ao contrário, a violência é uma realidade, resta saber, também, a quem serve e para que serve: se para expulsar "invasores" ou garantir o latifúndio, se para garantir a vida ou a propriedade privada, enfim, se vai servir ao Homem, ou se servir dele...



25 comentários:

Anônimo disse...

Caro Xacal,
Há tempos acredito que "...MEUS HERÓIS MORRERAM DE OVERDOSE..."

Anônimo disse...

Xacal,será que você pode me responder quem é o Sr. Alcimar Ferreira?
Esse cara vive dentro da Fundação Cultural, gosta de dar ordens,dà expediente dentro do gabinete do presidente.
Afinal, quem é o presidente, qual dos Ferreira?
Se souber responda-nos.
lembro tanto do Caim!será que existe um Abel naquele palácio?
Sei não...tenho minhas dúvidas

Anônimo disse...

É

Um porta-voz dos talebans no Afeganistão condenou a atribuição nesta sexta-feira do Prêmio Nobel da Paz ao presidente americano, Barack Obama, que deve decidir em breve o envio ou não de reforços militares para combater os insurgentes islamitas.
Obama ganha Nobel da Paz; veja


"Não percebemos nenhuma mudança de estratégia para a paz, ele não fez nada pela paz no Afeganistão, ele não adotou nem uma medida sequer para isso ou para tornar o país mais estável", declarou Zabihullah Mujahid, porta-voz dos talibãs, por telefone à AFP.

"Condenamos a atribuição do Nobel da Paz a Obama", concluiu.

Matheus disse...

E viva as tropas no iraque, Afeganistão e Haiti.
" ...é pela paz que nao quero seguir admitindo..."

Xacal disse...

Caro comentarista das 13:06,

o seu comentário está fora de local, e de contexto...

não é do que trata o post, portanto, um desrespeito com quem escreve, e quem participa do debate...se quer saber, de fato, uma resposta para uma pergunta, que penso eu, já sabes a resposta, faça o seguinte:

formalize sua notícia junto ao MPE, e ou a Polícia...a modalidade é usurpação de cargo público...mas não se esqueça: ônus da prova é de quem alega...no mais, resta perguntar ao presidente da citada fundação...

eu, infelizmente, não sei da resposta...

aos outros comentaristas:

creio que o texto é bastante claro para que evitemos as simplificações rasas no debate...mesmo assim, garantida a liberdade de expressão, e publicado os pobre comentários ao texto, só nos resta lamentar...

bom, quem sabe na próxima eu me esforce mais, e consiga atrair algum debate que valha à pena...

Roberto Torres disse...

Grande reflexao Xacal! Claro que entendemos a contradicao: como dar um premio nobel da paz a um presidente de um pais que realiza duas sangrentas guerras nos mundos, e que nao esta livre de realizar outras? Os idealitas, tanto os de direita como os de esquerda, nao pensam nesta questao e dizem logo nao! Estao ainda na infancia...

Se o premio vai para um religioso qualquer, ou para um presidente de um pais cuja situacao estrategica nao compete o belicismo expansivo dos EUA, tudo muito bonito e o premio-mito conserva sua santidade. O efeito do mito ai so pode ser o de mostrar o quao puro sao os ideias em comparacao com a realidade suja. O mito nao se suja porque se afasta da realiade, se baseia numa norma irrealizavel (a paz por principio, como voce disse.



No outro caso, no mundo dos adultos, podemos imaginar que esta premiacao serve para reforcar o significado pratico, possivel de Obama, como lider mundial que deseja civilizar a violencia, partido da verdade fatica de que ela existe independente das intencoes humanas conscientes. Obama, como Hugo Chaves sempre lembra, nao controla a maquina de guerra, o estado belico auto-regulado e que nao se deixa domar por completo pelo estado de direito. Ai se pode travar uma luta, do poder civil contra o poder militar e investir em Obama e investir na possibilidade de que o maior poder militar do mundo seja enfrentado pelo poder civil.

Anônimo disse...

Obama é feio desde criancinha
ahauahauahuahauahauaa

Anônimo disse...

Não sei as intenções do Obama, mas este prêmilo foi providêncial, um estímulo moral para boas ações pois traz constragimento se Obama optar por outros caminhos no futuro.

matheus disse...

Em um mundo onde os criminosos de guerra como Tony Blair são recompensados e os que se opõem a criminosos de guerra, como o atirador de sapatos iraquiano Muntadhar-Zeidi, são presos e torturados, recebemos sem qualquer surpresa o anúncio que que um criminoso de guerra - Barack Hussein Obama - foi recompensado pelo seu deserviço de derramamento de sangue com o Prémio Nobel da Paz.

Obama galantemente prometeu a "mudança" de guerras ilegais do regime de Bush e um retorno à diplomacia em vez do poder bélico ao lidar com o Irã, mas ao invés tem perpetuado as guerras ilegais no Afeganistão e no Iraque, enquanto expande outra no Paquistão e tornando-se beligerante em relação ao Irã.

Como na mente de qualquer pessoa tal comportamento pode representar um passo rumo à paz? Obama não fez nada para desmantelar a extensa rede de mais de 700 bases militares americanas em todo o mundo.

Em vez de chegar a um entendimento com o Irã sobre seu programa nuclear, Obama lê alegremente de seu fiel teleprompter e elabora o embuste de que a instalação nuclear iraniana em Qom era um segredo maligno que os iranianos haviam escondido da América, como parte de uma agenda clandestina para construir armas nucleares. Na realidade, o Irã seguiu precisamente as orientações estabelecidas pela AIEA sobre quando relatar a instalação, e os EUA sabiam sobre ela durante vários anos.

A habilidosa propaganda de Obama ao expressar seu choque com a "descoberta" da planta nuclear foi digna de um Oscar, mas não um Prêmio Nobel da Paz, uma vez que a fraude aumentou o risco de sanções ao Irã, o que vai apenas acelerar o caminho para a guerra.

Obedientemente fazendo sua parte nesta farsa, Obama estava imitando as táticas que George W. Bush usou ao vender o ataque ao Iraque.
Como Paul Craig Roberts escreveu: "Ao acusar o Irã de ter um programa de armas nucleares secreto e exigindo que o Irã "confesse" sobre o programa inexistente, acrescentando que ele não descarta um ataque militar ao Irã, Obama imita o desacreditado regime de Bush ao usar as inexistentes "armas de destruição em massa" para invadir o Iraque."
O fato de Obama lançar-se no papel do falcão da guerra, em um esforço para fazer propaganda de beligerância em relação ao Irã, desacredita completamente a alegação do presidente do Comité Nobel Thorbjoern Jagland que Obama "foi uma pessoa chave para importantes iniciativas no âmbito da ONU para o desarmamento nuclear e para a definição de uma agenda completamente nova para o mundo muçulmano e as relações Leste-Oeste".

A habilidades teatrais de Obama em frente a um teleprompter e sua astuta retórica sobre a paz e diplomacia podem parecer boas na superfície, mas a realidade do que ele realmente fez para promover a agenda do PNAC (Projeto para o Novo Século Americano) para uma guerra sem fim realça o porque que a atribuição do Nobel da Paz é um piada de mau gosto.
Se Obama tinha a intenção de trazer a paz ao mundo, então por que os primeiros convites para o seu gabinete foram para falcões de guerra neo-liberais com histórico de apoio ao aventureirismo militar?

Se Obama é um grande pacifista, então porque é que ele enviou 21.000 soldados adicionais para o Afeganistão, com ao menos dezenas de milhares de tropas a caminho?
Se Obama planeja retirar as tropas americanas do Iraque e trazer a paz para a região, então por que ele deu para trás em sua promessa e garantiu que dezenas de milhares de soldados americanos permanecerão no país?

Se Obama é tão merecedor de ser reconhecido por seus esforços em prol da paz, então por que ele intensificou os ataques da era de Bush com mísseis teleguiados no Afeganistão e no Paquistão, que mataram e feriram inúmeros civis inocentes?

Se Obama está tão interessado em promover a paz, então porque é que ele protege dos tribunais os criminosos de guerra que tenham violado as Convenções de Genebra?

Matheus disse...

Além dos chavões sem sentido ditos por seus esnobes companheiros elitistas, a verdadeira graça de Obama receber o prêmio foi ilustrado por apenas um par de indivíduos que a mídia corporativa se atreveu a citar.

Issam al-Khazraji, um trabalhador de Bagdá, disse à Reuters: "Ele não merece esse prêmio. Todos esses problemas - Iraque, Afeganistão - não foram resolvidos - O homem da "mudança" não mudou nada. "

"Liaqat Baluch, líder do Jamaat-e-Islami, um partido conservador religioso do Paquistão, descreveu o prêmio como "uma piada embaraçosa".

"Ao implementar o seu plano de continuação da guerra, Obama irá completar o trabalho de Bush e sua panelinha militarista", escreve o autor Chris Floyd, e ao fazê-lo envia "um fluxo aparentemente infindável de tropas americanas para morrer - e, em números ainda maiores, matar - em uma ação criminosa que tem ajudado a levar nosso país à falência, enquanto envia ondas de instabilidade e de extremismo violento ao redor do mundo. O grupo irá encher ainda mais a fossa de corrupção e exploração de guerras que já alcança níveis de proporções históricas e globais".

Floyd encapsula perfeitamente o porque que Nobel de Obama prêmio Nobel da Paz a Obama é uma farsa repugnante, um insulto para aqueles que realmente lutam pela paz no mundo, e apenas um outro lembrete de que o Prêmio Nobel da Paz representa pouco mais do que um bando de elitistas boçais que conferem prêmios uns aos outros para que eles possam posar como salvadores globais para o público, quando na realidade eles não passam em sua maioria um bando de vigaristas e enganadores.

retirado do sítio www.anovaordemmundial.com

Matheus disse...

O presidente é negro mas a CASA é BRANCA e continua imperialista.

Anônimo disse...

Obama é um líder que tem uma direção muito clara em sua diplomacia. Ele trouxe temas como o desarmamento nuclear e o aquecimento global de volta a mesa de negociação. E mais importante, não apenas exigindo de outros países, mas também cedendo nas posições americanas. A luz desses fatos, a afirmação de que Obama nada fez para merecer o Nobel não se sustenta e a acusação de falta de resultados práticos soa leviana. O ex-vice presidente Al Goore acabou com o aquecimento global? Shimon Perez e Yasser Arafat acabaram com o conflito entre Israel e Palestina? O Dalai Lama conseguiu libertar o Tibet da dominaçào chinesa? Não! O prêmio Nobel da Paz não é, e nunca foi baseado em realizações práticas, mas sim em iniciativas. No caso de Obama, um apoio internacional para que ele continue uma luta que tende a se tornar cada vez mais dura dentro dos EUA.

Anônimo disse...

Esta é a melhor notícia do dia e podem apostar o próximo será Lula!
Abraços.

Anônimo disse...

Acho merecido sim, pelo menos tenho certeza que ele fará tudo pela paz!

Anônimo disse...

Acho que mais do que um prêmio pelo que foi feito, é uma forma de pressionar para que seja feito!
Mariana

Xacal disse...

Matheus, meu caro...

a imensa "arguemtação" proposta por você nos revela:

1.quantidade não é qualidade;
2.nada do que você "denuncia" foi esquecido em nenhuma de nossas análises, nem a minha, nem a do Roberto...

o que tentamos fazer, e você parece preocupado demais em "achar culpados", ou definir se o prêmio é justo ou não(dando-lhe uma proporção maior do que ele tem, uma visão simbolista strictu sensu)foi, justamente, problematizar essas contradições, para enfim, superar a pueril constatação e, quem sabe, discutir a realidade...

é de chorar de rir, ou de pena(pode escolher) você utlizar líderes fanáticos religiosos extremistas para combater a "defesa" que fizemos da premiação de Obama, como se a violência de um fosse mais legítima que do outro...

com isso, você nos revela uma fraqueza teórica, calcada em uam visão maniqueísta do mundo...

não sou eleitor, nem correligionário de Obama, nem acredito que ele é o herói do mundo livre...

mas também não sou ingênuo, nem canalha de desconhecer a crueldade de atentados terroristas...ser antiimperialista não me coloca em um aviãom rumo às torres gêmeas...

infelizmente, os argumentos do matheus, servem tanto a era bush, que ele vê como reencarnada em Obama, quanto so extremistas muçulmanos...

os dois são perigosos a raça humana.pois não se baseiam em fatos, e sim na fé(religiosa ou não)...

o que dissemos aqui, e repetimos que a eleição e posse de Obama é uma reorientação mundial, no sentido oposto ao militarismo ultra-conservador evangélico de bush...

agora, eu não acredito em heróis, mártires, ou soluções mágicas...

premiar Obama é dizer ao mundo que suas teses devem ser ideologicamente e simbolicamente apoiadas, ainda que a realpolitik imponham limites e atitudes contrárias...

a sua narrativa do aumento da belicosidade no Afeganistão é só uma prova de como o poder militar açoda e cerca o poder civil de disuassão, mesmo quando eleito na maior democracia do mundo, e nas condições as quais sse deram sua eleição...

mas não, pelo matheus devemos "crucificar Oabama" e seu fracasso ou "traição", e empurrá-lo para a ultra-direita militarista...quem sabe assim, podemos dar causa ao nascimento de outros osamas bin ladens...dá até tempo do mathues se candidatar a terrorista suicida e tentar arrumar umas virgens no paraíso...

Xacal disse...

mariana,

minha cara...você em uma frase apenas resumiu todo esse trololó que falamos aqui...

parabéns pelo poder de síntese...

continue por aqui...um abraço...

Anônimo disse...

Nossa!!!
Fiquei toda boba agora!rs
Você é meu ídolo!rs
bjos

Mariana

Anônimo disse...

Obrigada pelo "poder de síntese", mas a dura realidade é que não sei escrever bonito como você!
Mariana

Matheus disse...

Xacal, meu caro
O texto publicado não é meu mas reconheço minha falha ao publica-lo, colocando pensamentos de extremistas religiosos que eu nao concordo. Confesso que me assustei com o Nobel para Obama e ao ler aquele texto me apressei em publica-lo sem fazer uma análise do mesmo. Quando o publiquei quis mostrar apenas as " traições " de Obama mas errei ao publicar o texto todo, pois da a entender que tenho acordo com tudo. Não tenho nenhuma simpatia com os extremistas religiosos e repito que reconheço que errei ao coloca-los como críticos à escolha de Obama. Mas continuo a discordar de ti pois acho Obama foi um blefe, uma jogada, no auge da crise capitalista e do desgaste do governo bush para acalmar as coisas e nao uma reorientação mundial.

Xacal disse...

ok, matheus, considerações anotadas...

mas veja que ainda que consideremos a tese "de um blefe propagandístico", que também faz parte do contexto, afinal o mundo com a hegemonia estadunidense, como conhecemos, ecnontra-se com seus "eixos" em deslocamento, fica uma constatação:

quem ainda reúne as condições(econômicas, geopolíticas e militares)de arbitrar e conduzir a diplomacia mundial é os EEUU, ao lado de outros atores, é claro...

portanto, acho significativo que seu presidente seja instado a buscar o diálogo, e por isso, seja premiado, ainda que exageradamente(ou não, afinal, é só um prêmio)pelas iniciativas de paz...pior é quando ele sai na capa da Times pelos "feitos militares"...

um abraço...


....................


mariana, eu é que sou seu fã...Sempre...!

Anônimo disse...

Barack está numa sinuca de bico. Se bombardear alguém terá que devolver o Nobel da Paz.

Roberto Torres disse...

Aqui vai o link do pronunciamento escrito que Obama fez ontem. Ele disse nao merecer o premio, encara-lo como um chamado ao agir e dedicou a uma porrada de gente. Acho que ele se refere ao Zelaia, num trecho onde fala "aquele que se encontra preso em sua propria casa porque nao recusa a retroceder o seu compromisso com a democracia". (www.democrats.org)

Um abraco

Anônimo disse...

“A gente não pode afirmar a serviço de quem isso aconteceu. Eu não sei quem é que se sente prejudicado pelo Enem”, ponderou Lula.
Mas nós sabemos!!!!!!!!!!

Anônimo disse...

A agência EFE divulgou o texto com que o arquiteto argentino Adolfo Pérez Esquivel, Prêmio Nobel da Paz em 1980, por sua ação em favor dos direitos humanos na América Latina, comenta a escolha de Barack Obama, anunciada hoje em Estocolmo para a mesma honraria. Vejam que interessante:
“Minha primeira reação é de surpresa do que havia se proposto a fazer, o que põe em evidência que Obama chegou ao governom mas não chegou ao poder., mas espero que esta escolha reforce sua governabilidade, já que até o momento não conseguiu fazer quase nada
Neste sentido, quis fechar os cárceres de Guantánamo (Cuba) e Abu Ghraib (Iraque) e não pôde, quis reformar o sistema de saúde de seu país e não pôde, e quer instalar sete bases militares na Colômbia, o que é uma ameaça e não contribui para a paz, ainda que estas questões transcendam a Obama, pois o poder real nos Estados Unidos é manejado por outras forças.
De toda maneira, creio que Obama é uma pessoa de boa vontade e esperemos, demos a ele tempo para para ver se é coerente entre o que diz e o que faz”