quinta-feira, 12 de novembro de 2009

A "indústria da impunidade"...

Um dos caolhos da cidade, hoje, cumpriu seu destino de sempre...Tascou lá, nas folhas de embrulhar peixe podre, um artigo que "critica" a existência de uma "suposta indústria de multas", onde o poder público, por motivações escusas, estaria "achacando o cidadão de bem", para aumentar seu ímpeto arrecadatório...

É de fazer rir, se não fosse esse arroubo mais um trágico capítulo do jus esperneandi de nossas elites, toda vez que o poder público decide cumprir a Lei...

Mais grave, mas não inédita, é a incoerência do veículo de comunicação, ("estacionado sobre as calçadas do bom senso"), ao cobrar a retirada de camelôs das calçadas, promover cruzadas contra o transporte clandestino, mas que deseja manter os carros dos clientes dos lojistas, estrategicamente estacionados nos locais proibidos, sem multas ou reboques, a fim de que os lucros não sejam turbados...É o choque de ordem seletivo: Aos amigos tudo, aos inimigos e concorrentes, a Lei...

Ora, ora, ora, junto com o "apagão de inteligência", vem agora o "apagão de coerência"...
Não existe multa sem infração, logo: a "indústria da multa" é subproduto da "indústria da selvageria no trânsito", que junto com o artigo do jornalista, gera a "indústria da impunidade"...

Essas são as "indústrias" dessa terra plana e lamacenta, que movem nosso capitalismo de apropriação indébita, que gosta de se chamar de "livre iniciativa"....


3 comentários:

Filosofia Barata disse...

"Eu abro o buraco mas quem tira a vida é Deus". (Xacal-Do)

Xacal disse...

eu não acredito em deus...

Anônimo disse...

uiiiiiiiii

Perigosooo!