segunda-feira, 23 de novembro de 2009

A TrOLha Rock...

Para quem não conhece os discos de vinil, ou as "bolachas pretas", não viveu uma época quando o acesso a música era muito mais difícil, e os discos dos conjuntos eram aguardados com expectativa que beirava a devoção...

Foi o momento de apogeu da indústria da música, e as gravadoras ditavam comportamentos e decidiam o que faria sucesso ou não...

Não tenho dúvidas que a possibilidade de democratizar a produção de distribuição de conteúdo, como vivemos hoje, é sempre um avanço...

Sinto certa nostalgia dos momentos que a chegada de novos álbuns proporcionavam...É certo que essa "conversa cultural", hoje, se dá em outras instâncias, mais rápidas, capilares, porém mais impessoais...Há uma tendência a legitimar e dizer com "nostalgia" que "aquele tempo" era melhor...Nada disso, aquele tempo não era melhor, era diferente, e só...

Mas uma coisa se perdeu em tempos de internet, e todas as possibilidades telemáticas...As capas dos LPs eram um dado à parte nesse conteúdo cultural...

Verdadeiras obras de arte, algumas capas de LPs ficaram na História...

Hoje, destaco duas, de uma banda que é uma de minhas prediletas: Black Sabbath...Ainda tenho essa capa rara, do LP antológico, Sabbath Bloddy Sabbath...O outro, Born Again, tive em mãos mais se perdeu naqueles tempos onde havia um hábito que até hoje permanece: emprestar discos, e não tê-los de volta...

Lá embaixo, um trechinho de Sabbath Bloody Sabbath...O refrão...



"(...)
Nobody will ever let you know
When you ask the reasons why
They just tell you that you're on your own
Fill your head all full of lies-lies-lies-lies-lies
You bastards!
(...)"

3 comentários:

Anônimo disse...

Muito legal essa seção nostalgia que tal como sugestão alguma coisa de Led Zepellin.
lssmota.

George Gomes Coutinho disse...

O "Bloody Sabbath" eu tenho em vinil... que guardo com carinho dado que sei que hoje, diante das loucuras contemporâneas, tem uma capa até inocente!

Mas, há mudanças reais na percepção da música e na consequente socialização ante este tipo específico de arte. Uma mudança onde há um duplo e afiado gume: tanto a democratização quanto a perda do caráter particularmente de arte plástica que tinha a concepção de um album. Concordamos mais uma vez...

Sem melancolias despropositadas e chorosas vamos saudar o que há de bom nisso tudo. Igualmente reconhecendo a beleza plástica destas experiências musicais que vendiam, há bem pouco tempo, muito mais do que a música.

Por fim, fico particularmente contente em saber que a molecada pode acessar aquilo que eles gostariam de acessar com um grau de dificuldade infinitamente menor do que na Era do vinil.. E quem diria: reinventaram o próprio conceito de arte musical e de propriedade artística no meio disso tudo!

Abçs

Xacal disse...

Ótima sugestão...

Nos últimos 30 dias do blog, a pertir de 29/11 até 29/12, vamos intensificar a pauta cultural...algo tipo "overdose" de sons, ações, pirações, sem restrições...

como no cartaz do rock brasil popular, do comitê Lula, em 1989...lembram: o cartaz ainda dizia: a noite toda, sem sair de cima...

.....eu ainda tenho esse cartaz, que o dudu peixoto mandou emoldurar...

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