sexta-feira, 6 de novembro de 2009

TrOlhadA do Leitor...

Destacamos a participação do camarada George Gomes Coutinho, que comentou o post aí debaixo...

George Gomes Coutinho disse...

Temos aqui um elemento fundamental, algo que já discutimos em vários momentos.

Compreendi já há muito que as opções valorativas deste grupo político, suas táticas e estratégias e sua própria concepção de política operam na seguinte lógica:

a) O aliancismo sem conteúdo programático que o justifique. Isto implica na acomodação de agrupamentos políticos díspares ocupando funções que deveriam ser demarcadas por opções capazes (técnicas e politicamente). Todavia os cargos de indicação política são vias única e exclusivamente de premiação/castigo entre aliados e prováveis desafetos;

b) Esta forma de fazer política a faz paralítica em três elementos de análise de política pública séria: não se traduzem em efetividade, eficiência e tampouco em eficácia. Os quadros alojados operam em uma perspectiva "presentista" da política. Ou seja, realizam meramente a manutenção cotidiana da sua lealdade, impossibilitanto saltos administrativos reais na municipalidade;

c) A lógica da contratação de funcionários enquanto formação de uma base eleitoral leal e dócil. Mais uma vez a negação da capacidade e do mérito (que sabemos que tem lá seus problemas) promove uma administração paralítica e opaca, além de não resgatar moralmente a própria prefeitura enquanto instituição séria. Afinal, quais são os critérios para a contratação de funcionários?;

d) Na possibilidade da existência de quadros com vontade política de operar qualquer tipo de guinada administrativa, por sua incapacidade, tornam-se inertes. Sentam sobre os processos, hierarquias, por simplesmente não saberem onde, quando, como e por qual motivo devem começar.

Em algum momento eu pretendo transformar isso num post. Mas, considerei oportuno diante dos elementos aqui apresentados... O desespero em prol dos royalties em uma realidade de mudanças cosméticas se dá pelo razão simples da manutenção econômica e política de um tipo de dominação personalista na planície. Personalismo este que é a síntese da ausência de elementos programáticos já mencionados em "a".

Abçs!

6 de Novembro de 2009 13:11




Um comentário:

Anônimo disse...

Bravo, George.
A exposição é tão
verdadeira que extrava as fronteiras do município, e, até mesmo, do estado.
Enfim, um artigo que deveria ser lido por operadores políticos de todos os planos, municipal, estadual e federal.
Parabéns.
E.T.: Que venham outros com o mesmo valor técnico.