quarta-feira, 25 de novembro de 2009

Violência com todos os sotaques...

O flagelo da violência contra a mulher não é um fenômeno restrito aos países "bárbaros", e as castas inferiores das sociedades...

Enquanto os laços de dependência econômica são os principais motivos que levam as mulheres mais pobres a subnotificarem as agressões, ou ainda, a retornar ao convívio com o agressor, nos casos das mulheres mais ricas há outros ingredientes, não menos complicados, como a reprovação em seu meio social, dependência afetiva, etc, etc...

Em qualquer lugar que se manifeste, a violência contra a mulher é um assunto grave...

Na França, o jornal Liberátion traz em sua página eletrônica um dado alarmante: Em 2008, 156 mulheres morreram em decorrência de violência doméstica, e o número de mulheres vítimas não-fatais é de 675.000 nos últimos dois anos, praticadas pelo companheiro ou outro integrante do ambiente familiar e doméstico...

Os dados foram apresentados por Françoise Brié, vice-presidente da Fédération Nationale Solidarité Femme(Federação Nacional de Solidariedade Feminina)...

Se observarmos os tópicos que Françoise apresenta como principais explicadores do fenômeno(violência contra a mulher), constataremos que há uma incrível semelhança com os que ensejam as agressões em solo brasileiro: Valores machistas que encorajam o homem a uma posição de domínio, e que submetem a mulher e seu corpo como um objeto a disposição do universo masculino...Outro aspecto do problema é a dificuldade da sociedade discutir uma questão que até bem pouco tempo era considerada como esfera privada dos casais...

Como por aqui, a entidade de defesa das mulheres entabulam uma pauta que mescla prevenção x punição...Na França, desde 2006, há uma lei que pune com mais rigor a violência em ambiente doméstico...Ações preventivas de conscientização e divulgação de valores que afastem os estereótipos nas relações homem-mulher também são levadas à cabo para combater o problema...

O jornal El País, também em sua página eletrônica, traz os dados do país...49 mulheres mortas por seus companheiros, 14 a menos do que no mesmo período de 2008...Um recuo nos números que não diminui a tragédia por detrás deles...

O decréscimo é atribuido como resultado da Lei Integral contra la Violencia de Género, instituída em 2005...

No entanto, como no Brasil, a falta de recursos materiais, impediu que as medidas de proteção, requeridas pelas vítimas fossem adotadas, o que resultou na morte de 14 das vítimas fatais...28% das vítimas fatais haviam denunciado os abusos, mas apenas 22% puderam contar com as medidas de proteção...

Outro dado espanhol é a faixa etária de agressores e vítimas, vejam:

"La juventud de muchas víctimas es descorazonadora: cuatro tenían menos de 20 años y nueve estaban en la veintena. Diez de los agresores tenían menos de 31 años. De las 113.500 mujeres con protección en 2008, el 39% era menor de 30 y también lo eran el 29% de todas las fallecidas entre 2003 y 2008. Tampoco habían llegado a los 30 tres de cada 10 que marcaron el número de atención a la mujer maltratada (016)."

Um grave problema, que deve ser tratado com seriedade e urgência...Seja na França, Espanha ou no Brasil...

5 comentários:

Anônimo disse...

IHHHHHH - Fudeu Xacal - mais uma boquinha so q agora familiar
Vai dar merda
Pensando bem nao vai

A Comissão de Fiscalização e Controle da Câmara aprovou nesta quarta-feira (25) um requerimento de informação ao Ministério da Defesa para ter acesso à lista com os nomes de 15 amigos do empresário Fábio Luís Lula da Silva, filho do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que pegaram carona em um avião da Força Aérea Brasileira (FAB) em 9 de outubro.



O requerimento foi apresentado pelo deputado Duarte Nogueira (PSDB-SP). O Ministério da Defesa tem prazo de 30 dias, a partir do recebimento da solicitação, para fornecer as informações.

Reportagem publicada pelo jornal "Folha de S. Paulo" na terça-feira (24) revelou que Lulinha, como é conhecido, viajou com seus acompanhantes ao lado do presidente do Banco Central, Henrique Meirelles, na aeronave oficial conhecida como "Sucatinha", um Boeing 737. Os deputados querem que o ministro da Defesa, Nelson Jobim, apresente a relação dos passageiros que pegaram carona no avião que já serviu ao presidente da República.

Ao jornal, a Presidência da República disse que os passageiros eram convidados de Lula e que "é normal" oferecer transporte pelas aeronaves que servem a Presidência. Apesar de a aeronave ter retornado a São Paulo quando quase pousava em Brasília, o governo nega ter havido mudança de itinerário. A lista de passageiros não foi divulgada porque se trata de convidados do presidente e é "reservada". Segundo a assessoria, há recomendação do próprio Lula para que sejam aproveitados voos em deslocamento ou que estejam transportando autoridades do governo como forma de fazer economia.

A aeronave, ocupada por militares, estava prestes a pousar em Brasília quando teve de retornar a São Paulo para buscar Meirelles - que solicitou o Boeing -, um assessor dele, Lulinha e convidados. Segundo o jornal, Meirelles disse que só no embarque soube que Lulinha e mais 15 pessoas viajariam com ele.

A reportagem afirma que o Sucatinha, que havia iniciado a viagem em Gavião Peixoto (SP), pousou em Guarulhos às 19h e foi reabastecido. Uma nova ordem ao comandante informou que os passageiros embarcariam no aeroporto de Congonhas. Para ficar mais leve e novamente obter condições de pouso, o avião precisou gastar 3.000 kg de querosene sobrevoando São Paulo até descer em Congonhas, às 21h30, diz o jornal. A nova decolagem só ocorreu às 23h e a chegada a Brasília, uma hora e 40 minutos depois, mostra a reportagem.



Procurada pela reportagem, a assessoria da produtora Gamecorp, da qual Lulinha é sócio, disse que ele não foi localizado. A FAB não quis se manifestar sobre os gastos com o Sucatinha. Em Porto Alegre, o ministro Nelson Jobim (Defesa) disse que não há ilegalidade na carona dada ao filho de Lula, diz o jornal.

HorroRosinha disse...

Xacal aguardo sua entrada e comentário no meu blog
ESTOU CHEGANDO
Queridos(as) resolvi criar meu blog.
Peço ajuda a voces para mante-lo.
Entre no meu blog e faça a festa, ele é todo seu.
Abraços e beijos da
HorroRosinha.blogspot.com

Anônimo disse...

Maioria das mulheres que denunciam violência é negra, casada e tem entre 20 e 40 anos.

A maioria das mulheres que buscaram a Central de Atendimento à Mulher (Disque 180) entre 2007 e 2009 é negra (43,3%), tem entre 20 e 40 anos (56%), está casada ou em união estável (52%) e possui nível médio (25%).

Rosa Lux disse...

E pensar que tem um imbecil de um blogueiro,que tu sabes que é,mas não vale dar "audiência" pra essa gente que questiona a constitucionalidade da Lei Maria da Penha, lamentável,lamentável.

Anônimo disse...

Destaques da Pesquisa Ibope / Instituto Avon (2009)

* 55% dos entrevistados conhecem casos de agressões a mulheres

* Com medo de morrer, mulheres não abandonam agressor

* 39% dos que conhecem uma vítima de violência tomou alguma atitude de colaboração com a mulher agredida

* 56% apontam a violência doméstica contra as mulheres dentro de casa como o problema que mais preocupa a brasileira

* Houve expressivo aumento do conhecimento da Lei Maria da Penha de 2008 para 2009, de 68% para 78%

* Maioria defende prisão do agressor (51%); mas 11% pregam a participação em grupos de reeducação como medida jurídica

* Na prática, a maioria não confia na proteção jurídica e policial à mulher vítima de agressão

* 44% acreditam que a Lei Maria da Penha já está tendo efeito

* Para a população, questão cultural e álcool estão por trás da violência contra a mulher

* 48% acreditam que exemplo dos pais aos filhos pode prevenir violência na relação entre homens e mulheres