sexta-feira, 11 de dezembro de 2009

As entranhas da imprensa de Campos dos G...

Empresas de mídia, na maioria das vezes, são negócios privados...Em Campos dos G., não há veículos públicos, a exceção do D.O., editado pela pmcg...

Todos os outros veículos são privados...E por óbvio, visam o lucro, ou pelo menos deveriam...

Sim, porque em Campos dos G., há jornais que não se destinam ao lucro, mas existem tão somente para ocupar "um espaço", ou demarcar um "campos", totalmente vinculados a um grupo político determinado, como é o caso do o(r)di(n)ário...

Não é difícil supor que a operação dê prejuízo...A venda nas bancas não se sustenta, e não há assinantes e anunciantes suficientes para cobrir esse déficit...

Dizem os especialistas que, em geral, jornais não dão lucro...São "portas" de entradas, ou "meios de pressão" para que seus publicadores obtenham outras vantagens junto ao Erário...

Pode ser, pode não ser...

O certo é que há várias distorções nessa relação, o que a torna quase sempre espúria e encoberta das informações que o contribuinte deve ter acesso...

Afinal, o dinheiro que entra nesses veículos é dos impostos, e a população deveria, ao menos, saber como é gasto esse dinheiro, que nunca é pouco...

Uma das aberrações que nos chama atenção, em Campos dos G., é a falta de aferição da circulação dos jornais(de forma confiável e independente, é claro)que possibilite ao administradores e ao contribunte, em última instância, saber se estão levando pelo que pagaram, ou seja: quando uma agência de publicidade decide colocar uma determinada campanha institucional oficial em um veículo, como a folha de embrulhar peixe podre, por exemplo, como saber se atungiu o patamar de leitores que ela diz ter...???

Não dá...

Em Campos dos G., os jornais e veículos de mídia vendem "imagem" de difusão, mas não comprovam em números o que alegam...E quando o fazem, recorrem a números sob encomenda...

Que façam isso com anunciantes privados, tudo bem...Cada um se engane como quiser...

No Brasil, em média, apenas 7% da população compra, e ou lê jornais...

Mas o que o Minsitério Público, a Justiça, a Câmara de Vereadores, e a sociedade em geral, deveria fiscalizar é o dinheiro público desperdiçado em mídias que alcançam menos público do que dizem ter...

Como se trata de dinheiro público, deveria haver muito mais rigor na estipulação de parâmetros para contratação de veículos de comunicação...

Isso, sem mencionar que pode existir esquemas de "lavagem de dinheiro", como o que foi descoberto com a verbas indenizatórias dos parlamentares federais...

Nesse esquema, empresas de comunicação, dentre outras, emitiam notas fiscais para que os deputados "justificassem" o gasto da verba de indenização, destinada a pagar as despesas com o exercício do mandato...

Além da aberração do desvio, reside aqui uma premissa condenável, que ultrapassa a mera questão da legalidade: ora, para divulgar seu mandato, o parlamentar já conta com todos os meios oficiais, como páginas da internet da Câmara, malas diretas, gráfica do Senado, cota de gasolina, etc, etc...
Usar a verba indenizatória para "divulgar ações", em programas de rádio, anúncios em jornais, TV, etc, nada mais é que a privatização e personalização do dinheiro público...

Em breve retornaremos ao tema...

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