terça-feira, 15 de dezembro de 2009

cabral ladeira abaixo...

O que os últimos acontecimentos em Brasília, as chuvas de SP, e as últimas pesquisas de intenção de voto para a pré-campanha a presidência da República e os resultados do PED do PT/RJ se relacionam com a situação periclitante do júnior cabral...???

Tudo ou nada...Depende de quem olha, e as expectativas que nutre em relação ao desfecho desses eventos...

O enfraquecimento dos DEMOS, principal parceiro eleitoral dos TUCANALHAS, e a pertinente vinculação dos dois zés: arruda e serra, já contaminou a curva descendente do vampiro de SP...
Logo, a menor dependência de Dilma Roussef de acordos estaduais diminui o poder de barganha dos governadores do PMDB, aí incluído o júnior...

A estratégia arrasa-quarteirão do vampiro de SP acabou por ser um tremendo tiro no pé, pois se queria emparedar o "pequeno príncipe pão-de-queijo", para que esse cedesse a compor uma chapa puro-sangue do psdb, resultou em efeito contrário...Se zé motoserra queria enfraquecer o seção aecista dos DEMOS(Governo de Brasília), e enquadrar aqueles que se assanhavam em torno do moço das alterosas, como o césar maluco maia, acabou por empurrar o governador de Minas a uma candidatura ao Senado, e de quebra, destroçou sua base eleitoral...

Junte-se a isso as chuvas de SP, o "alagão serrassab", que afundou em um rio de merda a farsa da "competência administrativa demotucanalha"...

A coalisão demotucanalha enfraquece e definha a olhos vistos...

Como dissemos, esses ingredientes aumentaram o desespero de júnior cabral aqui no RJ...Os últimos sinais de fumaça indicam que ele já se prepara para marchar isolado no pleito do ano que vem...

Ao contrário do que pregam certos setores da imprensa(bem pagos pela verba estadual de propaganda), a eleição do deputado federal Luís Sérgio não garante que os delegados do encontro estadual, a se realizar no primeiro trimestre de 2010, vão aderir a tese aliancista, muito ao contrário...

Os setores do PIG estadual, repercutidos pelos jornais de coleira locais, "vendem" a idéia de que os setores do PT se movimentam em blocos monolíticos...Quem conhece bem a vida partidária sabe que não é bem assim, e ao contrário do que pregam, é essa multiplicidade de posições a grande riqueza do PT, e que inclusive, possibilitou a construção de um projeto vencedor na esfera federal...

Na última semana, estive mais uma vez com o Professor Eduardo Peixoto, nos arredores da FAFIC, onde esse me confidenciou: Os setores que estavam com Lourival Casulo(ou Casula, não me lembro bem o nome), e outros setores mais moderados entenderam que a questão da candidatura própria não poderia orientar e determinar o posicionamento para definir as forças hegemônicas que controlariam o partido para durante, mas principalmente, depois das eleições, ou seja: A gestão do PT no Estado ultrapassa as questões eleitorais de 2010, e vincular essa administração ao projeto político de Lindberg é fazer tábula rasa do Partido...

Acredite-se ou não, concorde-se ou não, esse raciocínio só tem sentido em um partido como o PT, muito embora setores necrófilos da imprensa marrom, e outros analistas com interesses óbvios na questão, queiram torcer a realidade para adequar aos seus desejos inconfessáveis...

Há, por exemplo, a questão das candidaturas proporcionais(deputados federais e estaduais), o tempo de TV, o fracasso dos secretários estaduais do PT no governo júnior, motivado pelo bom e velho "estrangulamento orçamentário" destinado aos aliados, que mobilizarão as bancadas de delegados que saem de todo o interior e da capital...

O constrangimento do deputado Luis Sérgio já era sentido desde sua vinda aqui em Campos dos G., para o debate dos então candidatos a presidência do PT/RJ...

Naquele dia, depois de responder a várias perguntas dos espectadores, e ao fim do debate, o deputado desceu da mesa e veio até esse editor para uma conversa mais "detalhada"...

Disse-lhe que reconhecia e louvava sua disciplina política e partidária de defender uma tese tão impopular quanto a aliança no partido, sob o risco até de comprometer sua candidatura a presidência ao PT/RJ...

O deputado resumiu, então, seus argumentos a necessidade de ampliar a base de apoios e acordos estaduais para eleger Dilma...

Na medida que essa necessidade vai se esvaindo pelos motivos que opinamos acima, parece que a tese de aliança se vai com ela...

As últimas declarações do deputado, após a imprudente e ofensiva declaração do governador de que a chapa majoritária estava fechada(com pezão de vice)parece um tímido movimento no sentido de reorientar a política de alianças...

Se as eleições fossem hoje, o PT/RJ teria candidato, e um segundo turno entre júnior e o napoleão da lapa, dividiria o partido: uma boa parte defenderia o que até bem pouco tempo era impensável, um apoio ao napô...

Mas há especulações mais ousadas que já repercutimos aqui, e que me foram confirmadas por petistas de "alto coturno": uma chapa napô-lindinho-wagner montes...

A sorte está lançada...e o azar também, é claro...

3 comentários:

Anônimo disse...

Serra é um desastre: quer brasileiros pagando a conta do lixo dos países ricos


José Serra (PSDB/SP) é um desastre. Segue a tradição demo-tucana de transferir dinheiro brasileiro para países ricos, até na conferência do clima.

O presidenciável demo-tucano foi zambetar em Copenhague, na Conferência do Clima, largando a Zona Leste de São Paulo alagada com água de esgoto da SABESP há uma semana.

Serra não viaja como autoridade respondendo pelo Brasil e não apita nada lá.

Dilma foi em missão oficial, Lula vai em missão oficial. Marina Silva foi como participante não governamental, uma vez que tem de fato militância internacional na área ambiental.

Então Serra não queria ficar de fora da "vitrine", e foi por conta própria, ou melhor, por conta do contribuinte paulista.

Os EUA e Europa querem rachar a conta com os países em desenvolvimento das verbas para ajudar as nações pobres a reduzirem suas emissões de gases-estufa e a se adaptarem ao aquecimento global.

A posição do Brasil é igual a da China. Defendem o óbvio: os países ricos lucraram poluindo o planeta desde a revolução industrial, e por terem acumulado riquezas depredando a natureza, tem a obrigação de financiar a limpeza, agora, com o próprio dinheiro que ganharam sujando.

Os países em desenvolvimento tiveram industrialização recente, e se submetem às metas anti-poluição recentes, como o protoculo de Kyoto, por isso não podem ter as mesmas obrigações.

Além disso o padrão de consumo de de cada cidadão dos países ricos é muito mais poluente do que dos cidadãos dos países em desenvolvimento.

O representante chinês comparou os países ricos às pessoas que comem num restaurante de luxo e recebem um amigo pobre para a sobremesa, e depois querem dividir a conta inteira.

"Não estamos pedindo doações. Eles têm responsabilidade jurídica, inclusive os EUA. Quem criou esse problema é o responsável."

Perguntado pela imprensa brasileira, José Serra não vacilou em puxar o saco de Tio Sam: quer que o povo brasileiro pague a conta da sujeira que os estadunidenses e europeus produziram.

Marina Silva também está sendo ingênua. Sugere que o Brasil entre com US$ 1 bilhão no fundo, para dar exemplo simbólico.

Dilma Rousseff diz que a quantia de US$ 1 bilhão é irrisória diante da necessidade global.

Gestos ingênuos, desviam o foco da negociação política real, dando álibi para os países ricos trocarem seus deveres e obrigações (que chegam a centenas de bilhões de dólares), por gestos simbólicos de caridade (de valores irrisórios).

Serra e Marina, politicamente, enfraquecem e atrapalham nas mesas de negociações a posição brasileira, chinesa, e vão contra o interesse dos países em desenvolvimento, a favor dos ricos.

(José Augusto)

Anônimo disse...

Dilma Rousseff entende que cabe aos países desenvolvidos, responsáveis pela maior parcela dos gases acumulados na atmosfera, definir primeiro com quanto contribuirão para o fundo global. “Quem puder dar sua contribuição voluntária dará. Agora, me desculpa, não é US$ 1 bilhão de dólares.”
Dá pra ficar claro que o Brasil não está interessado em “esmolinhas ecológicas”? Eu vou traduzir para que todos entendam o que é US$ 1 bilhão para os Estados Unidos. Sabe aqueles caças “invisíveis ao radar”, o F-22 Raptor? Não dá para comprar três. Sabem quanto custa este ano o Orçamento da Defesa dos EUA ? Só US$ 664 bilhões no ano fiscal de 2010.
Se os Estados Unidos pusessem US$ 100 bilhões na tal “cestinha” que Serra e Marina defendem, ainda seria um nada, não apenas ante a capacidade econômica do país mas em razão do passivo ambiental que foi -e é – criado por aquela nação há um século e meio.Idem para a Europa desenvolvida.
Nada mais claro que a comparação feita outro dia pelo representante da China: é como se alguém fosse a um restaurante, comesse, comesse, comesse. Aí, você chega na hora da sobremesa ou, para ficar mais brasileiro, do cafezinho. E o sujeito, então, vira para você e diz: vamos dividir a conta irmamente, não é?
Como eu disse outro dia, parece que tem gente que acha que diplomacia é aprender a dizer “sim, senhor” em vários idiomas.

Anônimo disse...

As qualidades e melhorias que ele fez no rio de janeiro você não posta por que? Está sendo pago pelo Garotinho também ?