terça-feira, 8 de dezembro de 2009

Clima quente em Copenhague...

Essa semana, reúne-se na Dinamarca, a cúpula mundial que se destina a discutir acordos e compromissos dos países no corte das emissões de gases causadores do efeito estufa, e conseqüentemente, das mudanças climáticas que têm alterado o "desenho" do planeta...

É preciso desatar nós, aparentemente, cegos, mas que atam muito mais que simplificações, que ao gosto da audiência, fazem a festa das pautas do PIG mundial, nacional e local...

Em jogo está qual é o modelo de desenvolvimento econômico que o mundo vai projetar para o futuro, qual a base energética, quem serão os maiores beneficiários, e quem serão os mais prejudicados, e mais importante: como diminuir a diferença entre esses dois grupos...

Não há atividade econômica de escala, e que possa ser considerada como tal, que seja isenta de impactar o ambiente...Isso é óbvio...

Mas cada país, com suas atividades econômicas, produz poluição e degradação por motivos específicos, ligados a sua História e sua vocação, sua cultura e seus processos políticos, todos soberanos...

Estabelecer metas, sem considerar que as necessidades e expectativas dos brasileiros, dos sulafricanos, indianos, estadunidenses, etc, etc e etc, são muito diversas, é condenar o cumprimento dessas metas ao fracasso...

Os países ricos, por exemplo, exauriram seus recursos, carregaram a atmosfera com gases tóxicos, viveram padrões de vida inalcançáveis para a maioria do mundo, e agora querem impor aos países em desenvolvimento que façam o que eles não fizeram e abram mão do desejo legítimo ao conforto, com a seguinte tese "fatalista": ou é isso ou o fim...

Não é tão simples...

Primeiro é preciso estipular parâmetros de compensações financeiras, onde serão esses países que deverão financiar os projetos e a implantanção das tecnologias "limpas", uma vez que foram esses países ricos que levaram a situação a esse termo: Quem fez, paga a conta...

É lógico que isso tudo não é um "salvo-conduto" para que países mais pobres poluam rios, cortem florestas e queimem lixo...

Mas a melhora dos níveis de conscientização e atitudes ecologicamente corretas, com a disseminação de hábitos e estruturas econômicas sustentáveis só serão possíveis com distribuição de riqueza...

Fora isso, é enxugar o gelo do pólos...

2 comentários:

Anônimo disse...

Quando desembarcar em Copenhague para participar da Conferência da ONU sobre Mudanças Climáticas, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva não será recebido como mais um dirigente de país exótico da América do Sul, que tem em seu território uma grande floresta tropical.

Ele, certamente, será alvo da reverência que conquistou como um dos principais líderes mundiais da atualidade. Simplesmente porque, hoje, nenhum tema importante no cenário internacional pode ser debatido sem a presença e a intervenção firme e decisiva do presidente do Brasil.

Questões estratégicas, que vão desde o programa nuclear do Irã até a necessidade de democratizar as decisões da própria Organização das Nações Unidas, passam obrigatoriamente pelo crivo de Lula.

Durante seu governo, o Brasil assumiu lugar de destaque entre as principais nações. Basta ver o que já se tornou rotina nas fotos oficiais das reuniões de cúpula e do G-20: o presidente Lula sempre aparece ao centro, na companhia do americano Barack Obama ou de líderes europeus, como o francês Nicolas Sarkozy e a alemã Angela Merkel.

Em todos os foros, o Brasil se faz ouvir e respeitar. E o motivo maior desse novo status é, sem dúvida, a personalidade do presidente.

Anônimo disse...

Relatório prévio causa inquietação na cúpula de Copenhague
Documento mostraria que Dinamarca quer tomar as rédeas da negociação, excluindo a ONU do processo

Um documento supostamente entregue pelo Governo dinamarquês à imprensa sobre a mudança climática causou nesta terça-feira, 8, inquietação entre as ONGs na cúpula de Copenhague porque poderia deixar a ONU à margem no processo negociador para um acordo sobre o aquecimento global.