sábado, 5 de dezembro de 2009

Destaque da TRolHA...

O blog Classe Média Way of Life é um dos prediletos desse espaço...Suas dicas para o cidadão "se tornar um classe média de corpo e alma" são impagáveis, e tiveram repercussão na Carta Capital, semanas atrás...

Leia aí um dos textos que "pescamos" por lá...Ser classe média é:


sexta-feira, 1 de maio de 2009

dica 011 - Ser contra o Bolsa-Família



Um dos grandes absurdos deste país, para a Classe Média, é essa história de o Governo Federal ajudar pobre. Você, aspirante a médio-classista, precisa aprender a se revoltar contra isso.
Para os integrantes da classe, está sendo cometida uma grande inustiça. Por que, afinal, só alguns podem receber benefícios, enquanto ninguém ajuda quem quer pagar a prestação do carro, o colégio das crianças e as aulas de tênis? Só um país injusto como o Brasil, com o presidente que tem, seria capaz de algo assim.
Logo, o indicado é você pensar que o Lula está querendo ajudar a turminha dele (os pobres do País) e excluindo você das benesses do Estado. Então, reclame que em tudo o que acontece no Brasil, quem paga é a Classe Média. Porque os pobres são assim porque são preguiçosos. Não gostam de trabalhar. E recebendo R$80 todo mês do Governo, aí que não vão trabalhar mesmo! Eles que aprendam com você, trabalhador incansável, se um dia quiserem ter um carro zero igual ao seu!
Depois de aprender a se indignar, passe a defender, entre rodadas de uísque com os amigos, ou nas comunidades de gente "selecionada" na internet, coisas como a criação da Bolsa-Classe-Média, para garantir que o absurdo que você paga de imposto volte pra você, na forma de aulas de balé para a filha, equitação para o filho e um auxílio-guarda-roupa para sua digníssima esposa. Afinal, você já trabalha demais. E esses pobres que cortem mais cana!

9 comentários:

Ana Paula Motta disse...

Parabéns, não tem coisa mais média-nhoc que criticar o bolsa-família, que estaria "acostumando mal" os pobres.

Anônimo disse...

Xacal, procure se informar mais, o que mais existe, por mais que você não queira acreditar (afinal você pertence ao PIG - Partido da Imprensa Governista), são pessoas que vivem desses tais "80 reais".

Quem defende esse programa não conhece a realidade. Converse com alguma pessoa de bem que vive em uma comunidade pra entender o porque dessa afirmação.

Eu sempre achei que o bolsa-familia fosse uma boa iniciativa, até conhecer uma pessoa assim. Alias essa pessoa é uma daquelas que ajudam e muito as crianças em uma comunidade, tendo inclusive "adotado" muitas delas e garantindo estudo as mesmas - o que não vem ao caso agora.

Enfim, o que mais me surpreendeu foi essa pessoa "metendo o pau" nesse programa do governo. Achei estranho, mas ela me disse exatamente como acontece.

Enfim, o programa é uma boa ideia? Talvez sim, se o controle fosse melhor e garantisse efetivamente que essas pessoas aos poucos não mais necessitassem da bolsa.

Da forma como é, não vejo diferença pra nenhum programa assistencialista do nefasto Garotinho. São apenas nossos impostos gerando votos, sem nenhum planejamento efetivo de como acabar com essa dependência.

Quer ajudar? Vá lá e ajude, não fique defendendo programas como esse que não diminuem desigualdade alguma, só geram votos.

Herval Junior disse...

Haha! Gostei!
Grande dica,Xacal!

Anônimo disse...

Esse blog junto com o seu, são meus preferidos!
Abraço

Roberto Torres disse...

Lembro do Willian Waak, quando o governo reajustou o valor do "bolsa", dizendo que dar o benefício, tudo bem, mas reajustar.. "tudo tem limite.." disse

Eu ja fui muito confuso quanto a essa questao da desigualdade no Brasil. Durante algum tempo achava que o discurso de uma "elita má" era besteira e nao compreendia a complexidade do problema. Continuo achando que o problema nao se resume a existencia desta elite má, mas que ela existe, existe. Para enfrentar a desigualdade temos que derrotar esta fracao de classe, sangrar sua hegemonia. Ridicularizar, sem banalizar o mal inerente, é um bom caminho de construir a irrelevancia desta galera para um projeto de país.

Precisamos aprofundar o racha na classe média, trazendo a "nova classe média", cuja atividade empreendora muito lucra com o Bolsa Família, para o campo progressista.

Xacal disse...

Eu nem vou entrar no mérito das "alegações" do comentarista:

não merece crédito quem associa esse espaço ao PIG...afinal, aqui temos de tudo um pouco, mas essa afirmação beira a canalhice...

veja que primor de abordagem:

primeiro diz como todo canalha, que até concorda com a idéia, o princípio, afinal, pega muito mal dizer que não está nem aí para os pobres...

depois, desqualifica o programa por opiniões distorcidas, fala de pessoas e comunidades que não cita, e reduz tudo a uma visão "pessoal" da realidade...

números...??
estatísticas...???
análise...??

nenhuma, como podem notar...

apenas o bom e velho ranço classe média...

e para fechar, comparações exdrúxulas e a "pedra de toque" classemediana: impostos gerando votos...

veja, globo e arnaldo jaburu não fariam melhor...

Não, imbecil, no programa bolsa-família os impostos distribuíram e gereram mais riquezas, ou de onde você pensa que o país resistiu a crise mundial...?

mercado e consumo interno, imbecil...

pois é, por mais irônico (para nós) e trágico(para você)que pareça, foram esses "parasitas" que sustentaram o país com seu consumo, enquanto gente com a classe média imbecil guardava seus caraminguás, em pânico, amendrotada pelas "sentenças" de míriam pig leitão e outros asseclas do livre mercado...

pois é: os votos não vêm dos impostos, vem da satisfação e da confiança que eles geraram...

mas essa não é a tônica da democracia...? impostos gerando bem estar e reconhecimento do eleitor/contribuinte na forma de votos...???

vai se catar, ó canalha...

Anônimo disse...

Então tá, ó xacal, me diga então uma diferença entre o programa do PT e qualquer programa "do 1 real" do Garotinho??

Você apenas defende por questões ideológicas; Aposto que você, critica todos os dias os mesmos programas quando realizados pelo Garotinho...quanta besteira..qual a diferença? O do governo petista não é populista, e o do Garotinho é? É isso mesmo?

Quanto a numeros, estatisticas, não tenho nenhum, apenas citei um dos casos que ja conheci. De nada adianta ficar ai sentado no ar condicionado dizendo que o programa "distribui riqueza", "agrega isso", "agrega aquilo" no bom e velho discurso FGV Petista, sem ver o que ocorre dentro de uma comunidade.

Aliás, complementando, estatisticas não mostram a realidade por completo, é apenas uma parte (importante) da visão, mas não é o todo. É o mesmo que dizer que o Brasil é um país de 1o. mundo porque temos mais pessoas atendidas pelo SUS que nos outros países. Números sem complementos são apenas números e podem ser maquiados - como o próprio Garotinho fazia muito bem e os petistas tanto atacavam acusando de populismo...

Sinceramente, esse teu papo é que é muito, muito, muito classe média com peninha de pobres...

Xacal disse...

Bom, na ausência dos argumentos e fatos, sobram os rótulos...

aceitarei a provocação..."tô" com paciência hoje...

citou casos que conheceu, conheceu onde, em quais circunstâncias, quais eram as pessoas ou a situação envolvida...???

não dá para estipular um debate honesto e sério sobre o tema, em cima de conjecturas tão frágeis...

é lógico que as estatísticas não são uma panacéia...sabemos que os números pode ser torcidos à vontade do "freguês", mas adentrar um tema tão relevante apenas com conceitos pré-estabelecidos é desonesto intelectualmente...

rótulos são inúteis, servem para a comida e sabão em pó, apenas...veja que o precnceito contra a academia visceja, embora eu não seja um acadêmico...mas se fosse, e se tivesse em um ar condicionado, nada invalidaria meus argumentos...o que invalida argumnetos é a canalhice simplista...

então médicos precisam estar doentes para aplicar medicina...você precisa comer cocô para saber que é ruim...????

essa fala sua parece muito com o populismo garotista que você denuncia...essa coisa de exaltar a pobreza e as comunidades, mas que no fim, só serve para legitimar essas condições adversas, ao invés de buscar as soluções para superá-las...


vamos as diferenças básicas, mas fundamentais entre os programas de renda mínima do Lula e do Napô...preste bem atenção, não vou falar duas vezes:

1. o bolsa família se destaca pela universalidade, ou seja, para fazer parte do programa a família tem que atingir certas condições sócio-econômicas(a), e oferecer certas contrapartidas(b), a saber:
a)renda familiar de até X reais/per capita;
b)manutenção dos filhos em escolas, carteira de vacinação e adesão a outros programas de saúde e educação...

No bolsa família, os programas são geridos por conselhos municipais, através das prefeituras, e com o acmpanhamento e fiscalização das entidades da sociedade civil das comunidaes...

Nos programas de 1 real, a mediação e gestão é feita por "cabos eleitorais", não há uma universalização dos critérios para se cadastrar nos programas, e como todos sabem, o título de eleitor com os dados eleitorais é a "senha" para ser atendido...

Ou seja, embora a grosso modo os programas sirvam para conferir renda complementar às populações carentes, a essência é totalmente diferente...


Para entender essas diferenças, basta ver os resultados de IDH, e geração de renda do bolsa-famíllia no Brasil, e os resultados dos programas de 1 real no Estado...

Não tenha preguiça, vou até te indicar:

1: IBGE / PNAD
2: IPEA só para começar...

Agora, enfim, é claro que sou classe média...e quero que muito mais gente seja...essa é a diferença entre nós...

O problema é pensar como classe média...dessa forma mesquinha, obtusa e arrogante...que não apresenta argumentos, mas desqualifica quem os traz...isso é "SER" classe média...


Só para lembra a parte do texto que mais "encaixa" no seu discurso:

"Eles que aprendam com você, trabalhador incansável, se um dia quiserem ter um carro zero igual ao seu! Depois de aprender a se indignar, passe a defender, entre rodadas de uísque com os amigos, ou nas comunidades de gente "selecionada" na internet, coisas como a criação da Bolsa-Classe-Média, para garantir que o absurdo que você paga de imposto volte pra você, na forma de aulas de balé para a filha, equitação para o filho e um auxílio-guarda-roupa para sua digníssima esposa. Afinal, você já trabalha demais. E esses pobres que cortem mais cana!"

Maria Ben disse...

Xacal, desenha, caso contrário a besta não vai entender.