sábado, 26 de dezembro de 2009

Em nome do Mãe e do Pai...

A pré-candidata Dilma Roussef é, comumente, apresentada pelo presidente Lula como a mãe do PAC...

Mais um artifício de marquetíngue que, de um lado, reconhece o importante papel da ministra da Casa Civil no núcleo de poder, do qual Lula é o vértice, e por outro lado, lança uma plataforma política-eleitoral que permite ao eleitor associar a figura da ministra a continuidade administrativa e, enfim, a prosperidade que essa gestão federal tem proporcionado aos brasileiros...

Nesse sentido, os estrategistas de campanha traçaram um cronograma da pré-candidatura, destinada a fazer um "teste de estresse do material(Dilma)", submetida às intempéries da disputa prematura, com a antecipação dos debates sobre a eleição de 2010...

Os meses de fevereiro e março são decisivos para o cenário de candidaturas em todo o país, mas no caso da Dilma, principalmente, há um acompanhamento dos humores do eleitor, revelados nas curvas de preferências quantativas, e principalmente, qualitativas...

Para ela, não bastava alcançar bons níveis em regiões específicas, mas era preciso espalhar essa preferência por todo o país, como demonstram os números...Ou seja, boa parte do sucesso da empreitada da transferência de votos se dá a partir de uma capilaridade mínima nacional já instalada...

É lógico que a ciência estatística não resume toda a complexidade do processo, e a contrário senso, é a política e seus movimentos que a influenciam, e não o oposto, como gostam de pregar os pesquisófilos, e outros "magos da mídia e do marquetíngue"...

Mas a ministra consolidou bons números, e mantém um viés de alta, aliás como já era esperado, afinal, trata-se da candidata de um presidente que detém incríveis 80% de aprovação, sem grandes oscilações...

A surpresa fica por conta do adversário...zémotoserra parece emparedado pelas suas próprias escolhas, e pelo próprio legado que representa...

Há alguns ingredientes que tornam a caminhada de zéserra mais difícil:

1. a grande mídia não tem o poder de influenciar que a mesma apregoa, portanto, manipulações e escatologias grossseiras não serão mais possíveis...Principalmente, em uma ambiente de normalidade e conforto...
2.seu grande aliado, os demos, está esfacelado, e perdeu a bandeira da "moralidade", com o panetonegate...
3.a necessidade de conter seu principal adversário (áecio) com o uso de força, e sua conhecida "tratoragem", podem ter causados danos irreversíveis no tecido partdiário tucano, e geralmente, a conta é apresentada durante a campanha...Com o número de esqueletos que zéserra manteve trancados(com beneplácito cúmplice da imprensa nacional), será difícil conter os ímpetos dos derrotados em seu próprio partido, e na coalisão que os sustenta...
4.de todos os grandes e decisivos colégios eleitorais(RJ, MG, RS, BA, etc, etc)zémotoserra só goza de certo conforto em SP, anda assim, os últimos episódios de fim de ano: a queda do rouboanel, o alagão do serrassab, além de uma oposição forte do PT, vão colocar esse capital político paulista em xeque, subtraindo preciosos votos que não terá em outros colégios eleitorais regionais...
5.o caráter plebiscitário da campanha...Esse, talvez, seja o maior empecilho para a sustentação da candidatura demotucana nos níveis atuais, e o viés de queda já se mostra factível...Até na construção dos palanques estaduais, a presença de Lula é um complicador a mais, uma vez que o cacife político de um presidente com 80% de aprovação, não anima que a vontade do presidente seja contrariada, e muito menos, ninguém quer fazer campanha contra Lula...

Esse último aspecto foi decisivo no "enquadramento" do prefeito de Nova Iguaçu, Lindberg Farias, e que pode ter sepultado a pré-candidatura do napoleão da lapa...

A tese dos vários palanques só se sustenta quando o presidente é forte, mas não nos níveis que Lula demonstra hoje...A fragmentação da presença do Lula pelos estados, em vários palanques deverá ser evitada ao máximo, uma vez que o pleito nacional aponta para uma disputa Lula X ffhhcc...Se o grande cabo eleitoral é o Lula, por que dividir essa força em vários conflitos locais...?

zé motoserra contava com esse aprofundamento das cisões nos Estados, como forma de viabilizar seus palanques, que, ainda que fracos(como é o caso do RJ), lhe dariam algumas fichas para negociar com candidatos que disputassem o segundo turno, e que estivessem próximo a sua base de apoio, como é o caso de júnior cabral, senão para angariar apoio, ao menos para criar constrangimentos...

No RJ essa situação assume contornos dramáticos, na medida que o governador encontra-se acuado pela sua própria incompetência...Os números de seus oposicionistas, se somados, ultrapassam sua preferência junto ao eleitorado...Esse dado é grave...E poderia inclinar o governador a tentar soluções mais à direita, como forma de escapar do vexame de perder a corrida a reeleição, fato muito incomum nos estados e prefeituras, desde que esse instituto(a reeleição) vigora...

De olho na possibilidade dessa oscilação dos peemedebistas, inclusive os fluminenses, muito afeitos a essa prática, o comando central do Planalto decidiu aproximar a campanha de um único turno, o que conferiria a sua candidata, caso eleita, um capital político imensurável no início do governo, já que não dispõe de tanto carisma...

O napoleão e lindberg foram mandados às favas, tudo em nome da Dilma... e do projeto presidencial lulista de passar a História como o mais popular de todos, e que, na República pós 30, conseguiu eleger seu sucessor, a exemplo de Itamar Franco, mas que o fez em condições sui generis, em um mandato tampão, herdado em um conjuntura de crise institucional grave...

2 comentários:

Anônimo disse...

Quero ver é agora, como o estadistazinho irresponsável do PT vai agir.
Brasileiros estão sendo massacrados no Suriname!!!
Para defender o ZéLaia em Honduras ele agiou conforme mandou o Huguinho Chaves. E agora Lulinha paz e amor??? Vai ficar aí parado!!

Xacal disse...

quaquaqua...

a nossa brigadam debiloidista está à postos...

quem sabe nosso presidente não arregimenta tropas e invade o suriname, só para testar nossos cães de guerra...???

e quem sabe, contemos com a ajuda do democrata rambo uribe da Colômbia, nosso giua genial da democracia latina...???

vamos invadir o suriname, e matar uns pretos...afinal, experiência já temos de sobra com as favelas do Rio e de SP...

caveirão neles, já...!!!!