sábado, 19 de dezembro de 2009

O crepúsculo dos deuses...

A COP15, cúpula mundial de líderes para discussão da redução de emissões de gases que causam efeito estufa, é um exemplo acabado da encruzilhada na qual se encontra nosso mundo...

Para além das simplificações e reducionismos, que sempre levam a algum tipo de extremismo, é preciso entender o seguinte:

O modelo de expansão capitalista, tal e qual conhecemos, é, em si mesmo, anti-ambiente...É sobre essa premissa que se debatem os líderes mundiais, enquanto buscam maneiras "agradáveis" de dizer que nada, ou quase nada, podem fazer, sem que um enorme consenso anticapitalista se construa...

Em outras palavras: ou se estabelece um modelo solidário, baseado no conceito de que os mais ricos protegem os mais pobres, ou melhor, os mais fortes protegem os mais fracos(conceito hobbesiano antigo para a formação do Estado), onde o interesse público prevaleça sobre os interesses de partes desse público, ou continuaremos a reeditar esses grandes teatros de disputa geopolítica...

Talvez fosse essa a grande antítese econômica, preconizada pela dialética marxiana, de superação do capitalismo, nascida das entranhas desse modo de produção...

Enquanto as mudanças climáticas afetarem só os ecossistemas localizados nas partes mais pobres do globo, nada será feito...O problema é que os prejuízos dos ricos começam a superar essa conta de perde-e-ganha...

A História nos mostra que esse tipo de conflito, por recursos e espaço, sempre foi resolvido em grandes e sangrentos conflitos armados, que em suma, servem a alguns propósitos: eliminam um "excedente" de população, injetam recursos em indústria bélica, e na recuperação dos derrotados e, por derradeiro, rearrumam o jogo da hegemonia...

O que será que os chineses pensam disso tudo...?

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