sábado, 7 de maio de 2011

EscravoBras...a Nova Estatal da Prefeitura...


A considerar o elevadíssimo número de autuações nos canaviais que servem as principais indústrias sucroalcooleiras da região, com flagrantes de exploração de trabalho análogo ao escravo, de acordo com o Ministério do Trabalho...

A considerar o histórico de inadimplência e calotes em outros programas e ações de governos anteriores, de outras esferas (estadual e federal) como IAA, e outras iniciativas...

A prefeita de Campos, no uso de suas atribuições, CRIA, com enorme ônus para os cofres públicos, e para o lucro de alguns poucos, a ESCRAVOBRAS, a estatal campista que, através de fundo municipal (leia-se: dinheiro do contribuinte) vai sustentar essa atividade econômica que ainda resiste a alterar seus métodos do Século XIX...

Revoguem-se as disposições em contrário...

4 comentários:

Anônimo disse...

Erro no mecanismo de moagem.

"Pequena Moenda Portátil”, Jean-Baptiste Debret. Esta imagem retrata alguns escravos trabalhando em uma moenda de cana-de-açúcar, no século XIX.

Essa gravura possui um erro de "lógica de movimento"!

De acordo com o movimento rotativo da moenda, causado por dois escravos, o terceiro que vemos manuseando a cana-de-açúcar deveria estar RECEBENDO a cana com a mão esquerda e ENVIANDO com a mão direita, o contrário do que acontece na gravura.

É impossível introduzir a cana entre os cilindros de moagem de forma como fazem os escravos da pintura.

xacal disse...

Nossos comentaristas são um luxo...Grande observação...

Eu não tinha atinado para isso...até porque, entendo NADA do processo industrial de moagem...

Mas de certa forma, a arguta observação combina com o texto: Afinal, uma gravura que tem erro de moagem, é ideal para ilustrar uma postagem que trata do absurdo erro político (e moral)em cevar de dinheiro quem produz com escravos em pleno século XXI, e que, histoticamente, sempre ficou inadimplente com o Erário financiador...

Um abraço, e grato pelo comentário enriquecedor...

Anônimo disse...

Caro Xacal, obrigado pelo elogio("enriquecedor").

Esse erro(gravura de Debret) é fruto de uma visão romântica da arte: o pintor não poderia ir ao local da pintura; ir à rua era uma coisa menor.

Esse comportamento(ficar preso ao ateliê) somente mudou com Impressionismo: o artista começou a pintar junto ao local.

O melhor exemplo é Monet, que fechou seu estúdio e começou pintar ao ar livre.

Um abraço!

xacal disse...

Pois é, caro comentarista...nesse sentido, seu comentário, mais uma vez, sde encaixa:

veja que nossos gestores deveriam ser mais impressionistas e menos românnticos, ao distribuir nosso dinheiro a atividades que desrespeitam os direitos mais fundamentais do homem...

seria necessária uma impressão da realidade, e não uma visão imaginária e romântica que têm de si mesmos e do que imaginam ser o mundo que os cerca...

um abraço...