domingo, 22 de maio de 2011

Façam suas apostas...

Como os jornais de coleira já correram para "montar" uma versão para explicar os motivos da degola (que o blog já tinha anunciado no post Caminho da Roça), e outros blogueiros que pretendem justificar a defenestração pelos maus humores do napoleão da lapa, a TroLhA mexeu nos arquivos e lá encontrou uma postagem, entitulada Em cheio lá dos idos de 09 de dezembro de 2008, quando a prefeita eleita montava a sua equipe...

Há curiosas coincidências que nos levam a imaginar os motivos...É claro que se trata de especulação, mas sem dúvida, uma das boas formas de imaginar a realidade é pesquisar os fatos que a antecedem...Talvez esse "método de pesquisa" seja muito mais confiável que a declaração "protocolar oficial" do descartado(que por motivos óbvios, nunca iria cometer o erro de suscitar algo que o incriminasse), ou remeter a um problema de "relacionamento"...

Então olhe bem você, um dos meus treze leitores: O prefeito que o secretário serviu como responsável pelas finanças na cidade de Campinas, em 2006, foi Dr Hélio (PDT), à época acusado por integrantes da máfia dos sanguessugas (que intermediava a aprovação de emendas no Orçamento da União para municípios e depois direcionava as compras públicas para o aproveitamento de um esquema de comissões e financiamento de partidos e campanhas) de integrar a quadrilha, e apontava o secretário de finanças como um dos facilitadores...

Esse prefeito é o mesmo que está sendo procurado pela polícia, hoje, pela prática de corrupção na gestão pública municipal, junto com outros integrantes...
Claro, o secretário de finanças da prefeita de controle remoto nada tem a ver com os escandâlos de agora, lá em Campinas, mas não deixa de ser curioso que o Dr Hélio tenha sido pego outra vez com a boca da botija, e que um de seus prinicpais assessores tenha sido aproveitado aqui em Campos dos Goytacazes, a despeito das suspeitas que pairavam sobre si, à época...

Eu destaquei dois comentários que nos foram enviados na ocasião que publicamos o post Em cheio... leia só e veja se as notícias não eram mais que suficientes para impedir a nomeação...Bom, agora, em relação aos motivos de agora, façam suas "apostas", mas é claro, com um bocado a mais de informação sobre o que estava em "jogo":
Anônimo disse...
Um pouco de história(por onde Esquef passou?):  Notícias - 3/8/2006  Depoimento de sanguessuga menciona campanha de Hélio Um depoimento dado à Justiça Federal por Ronildo Pereira de Medeiros, apontado como “sócio oculto” da Planam — empresa que encabeçava um esquema de compras superfaturadas de ambulâncias e equipamentos médicos no País —, cita uma suposta ligação da campanha de Hélio de Oliveira Santos (PDT) ao Palácio dos Jequitibás em 2004, e a sua atual Administração, com o esquema investigado pela CPI dos Sanguessugas, em Brasília. Em uma transcrição do depoimento de Ronildo obtida pela reportagem da Agência Anhangüera de Notícias (AAN), que também está circulando publicamente pela internet, Ronildo, Darci e Luiz Antônio Vedoin — sócios da Planam — teriam vindo a Campinas, juntamente com José Caubi Diniz — que seria intermediário de José Airton Cirilo, integrante do Diretório Nacional do PT —, para se reunir com o então secretário municipal de Finanças, Francisco Esquef. O objetivo do encontro era, segundo Ronildo, acertar os detalhes de um “direcionamento de licitações para a compra de medicamentos”. Diniz, segundo o depoimento, teria chegado a cobrar 20%, a título de “comissão”, sobre o valor das vendas. Ainda de acordo com a transcrição do depoimento de Ronildo, o encontro teria acontecido porque Diniz teria afirmado ser caixa de campanha durante a eleição de Hélio à Prefeitura de Campinas. Ronildo apontou ainda que Diniz informou ter injetado R$ 8 milhões na campanha do atual prefeito do PDT. O dinheiro teria sido obtido no Banco Schahin, conforme apontou o depoimento dado à Justiça pelo sócio da Planam. Conforme mencionou o sócio da Planam à Justiça, o encontro em Campinas com o secretário “não se deu a título de consulta, mas apenas de comunicação, isto é, que seriam o reinterrogando (Ronildo), Luiz Antônio e Darci quem iriam realizar a venda de medicamentos ao município”. Uma empresa de fachada batizada como Romed teria sido criada para efetivar negócios em Campinas. A direção do grupo, segundo depoimento, estaria em nome de Rogério Henrique Medeiros de Freitas, sobrinho de Ronildo, e Ivo Marcelo. Ainda de acordo com as declarações de Ronildo, a empresa seria dele próprio em sociedade com Luiz Antônio. Procurada pela reportagem da AAN na tarde de ontem, a assessoria do prefeito Hélio divulgou uma nota oficial sobre o assunto (leia texto ao lado) em que nega qualquer ligação da atual Administração com a Planam ou com qualquer outra empresa ligada a um esquema de superfaturamento. O chefe de Comunicação da Prefeitura, Francisco de Lagos, afirmou que esta é uma “citação caluniosa, que coloca o nome do prefeito Hélio na vala comum dos que estão sendo denunciados (pela CPI dos Sanguessugas)”. Lagos lembrou que, por determinação oficial desde o início de seu mandato, o prefeito não recebe nenhum fornecedor de empresas em seu gabinete. “O prefeito não teve contato ou sequer conhece qualquer uma destas pessoas mencionadas”, disse o assessor, ainda afirmando que a empresa Romed não está cadastrada como fornecedora de nenhum equipamento ou produto na Prefeitura. Em um outro depoimento à Justiça, desta vez de Luiz Antônio Vedoin, em 11 de julho deste ano, o sócio da Planam afirma que o suposto acordo com a Prefeitura de Campinas não teria “progredido”. O texto diz o seguinte: “O interrogando (Luiz Antônio) chegou a estar, inclusive, em fevereiro em Campinas, juntamente com Ronildo, para, na presença de José Caubi Diniz e o secretario do município, aceitar as condições para a venda de medicamentos no município. A negociação não progrediu porque José Diniz pretendia receber 20%, a titulo de comissão, sobre o valor das vendas”. Ex-secretário nega contato com empresa Procurado ontem pela reportagem, o ex-secretário municipal de Finanças, Francisco Esquef, negou categoricamente conhecer ou ter tido qualquer contato, mesmo que rápido, com Ronildo Pereira de Medeiros, Darci e Luiz Antônio Vedoin, sócios da empresa Planam. Esquef disse ter sido surpreendido pela notícia do depoimento de Ronildo à Justiça Federal e nega que tenha acontecido qualquer reunião sobre um suposto direcionamento de licitações para a compra de medicamentos na cidade. “Não aconteceu absolutamente nada. Até estranhei quando tomei conhecimento destas informações porque eu não tinha qualquer contato ou relacionamento direto com a área da Saúde ou com quaisquer outras secretarias”, afirmou Esquef. “Quem solicita o empenho de verba (para determinadas compras de equipamentos, produtos ou serviços) são as próprias secretarias fins e não a pasta de Finanças”, disse. O ex-secretário ainda mencionou que a sua agenda de trabalho pode ser consultada por qualquer autoridade que esteja interessada em confirmar as suas declarações. Nela, existem todos os registros de visitas, encontros e reuniões que teriam sido realizados no Paço Municipal durante a sua permanência na Pasta. Esquef foi secretário de Finanças de janeiro de 2005 até julho deste ano. “Eu costumava receber representantes de bancos, sindicatos, secretários municipais, empresários e vereadores. Fornecedores de empresas não estão na minha lista”, disse Esquef, reforçando que também nunca havia tido contato com o nome da empresa Romed, que supostamente serviria de fachada para a Planam. (FG/AAN)
Anônimo disse...
Xacal, Para complementar a informação passada pelo outro anônimo, trancrevo mais uma notícia: "Em seu depoimento à Justiça Federal do Mato Grosso, no final de semana, o empresário Ronildo Pereira, ligado a Luiz Antônio Vedoin, dono da Plana, citou Hélio de Oliveira Santos (PDT), prefeito de Campinas, alegando que a administração de Campinas direcionou licitações para compra de medicamentos e que o prefeito teria recebido uma comissão de 10% sobre do valor da compra. Pereira integra a empresa acusada de chefiar o esquema da “Máfia das Sanguessugas”, esquema que desviou dinheiro de verbas públicas por emendas parlamentares. Pereira cita quer o esquema tinha Francisco Esquef, ex-secretário de Finanças, que deixou o cargo mês passado, como intermediário, e afirmou que o prefeito teria recebido R$ 8 milhões para sua campanha eleitoral. Esquef e o prefeito negam qualquer envolvimento com o esquema e Esquef ainda diz não conhecer integrantes da Planam. A prefeitura, em nota oficial, cita que nunca recebeu empresário que ofereça serviços ou materiais, como medicamentos e equipamentos hospitalares, e negar que a Romed, empresa citada durante depoimento de Pereira, seria cadastrada como sua fornecedora. Já sobre o dinheiro de campanha eleitoral, a prefeitura afirma que as contas foram aprovadas pela Justiça Eleitoral. Representantes da Planam citaram o nome de três deputados federais da Região Metropolitano de Campinas com envolvimento no esquema. Ildeo Araújo (PP), de Americana, contesta acusação e disse que um ex-assessor teria sido exonerado por agir em seu nome. O deputado Salvador Zimbaldi (PSBD), de Campinas, e o Newton Lima (PTB), de Indaiatuba, são citados em cobrança propina para intermediar liberação de emendas de deputados para o orçamento da União. Zimbaldi nega qualquer envolvimento e Lima não foi encontrado para comentar o caso".

4 comentários:

Anônimo disse...

É o que se poderia dizer, "matar a cobra e mostrar o pau".
Parabéns,

Anônimo disse...

Agora que ohomemqueodeiapobres vai embora ´´e que aparece tdo isso? vai embora mais rico...

Anônimo disse...

Tem que tirar todos os DAS da secretaria de finanças, devem estar todos envolvidos no esquema dele.

Anônimo disse...

Não podemos esquecer que um deputado federal de nossa região que renunciou por suposto envolvimento com esse pessoal, tambem faz parte da base do governo municipal.